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Terras raras

Governador do AM defende Projeto Ema de terras raras em campanha por reeleição

Roberto Cidade discursou em Apuí a favor da mineração de argila iônica; projeto ainda depende de licença ambiental e concessão de lavra

Por Redação MineraçãoLeitura de 2 min
Vista aérea de cava de mineração cercada por vegetação
Imagem ilustrativa. Foto: Volker Braun / Pexels

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, defendeu o Projeto Ema, de terras raras, como forma de diversificar a economia do município de Apuí. A fala ocorreu em discurso de campanha à reeleição, segundo o AM Post, o Fato Amazônico e o amazonaspix.com.br.

O Projeto Ema é uma iniciativa de exploração de argila iônica de terras raras localizada em Apuí, no sul do Amazonas. O amazonaspix.com.br descreve o empreendimento como um dos principais projetos desse tipo fora da China.

Etapas de licenciamento do Projeto Ema ainda em curso

Os relatórios finais do projeto já receberam aval da Agência Nacional de Mineração (ANM), de acordo com o AM Post e o Fato Amazônico. Ainda faltam, porém, duas etapas para viabilizar a exploração: obter a licença ambiental junto ao Ipaam, órgão de proteção ambiental do Amazonas, e conseguir a concessão de lavra.

O AM Post apurou que a ANM mantém registro de autorização de pesquisa de terras raras em Apuí numa área ampla do município. Uma audiência pública sobre o projeto foi realizada no município, conforme o AM Post e o Fato Amazônico.

De acordo com o Fato Amazônico, a empresa Altris Engineering passou a conduzir uma nova fase de engenharia básica do empreendimento em nome da Brazilian Critical Minerals (BCM).

Quem é a responsável pelo projeto

As fontes consultadas divergem sobre a empresa à frente do Projeto Ema. O AM Post atribui a área concedida à Mineração BBX do Brasil. Já o Fato Amazônico diz que o projeto é desenvolvido pela Brazilian Critical Minerals (BCM). O amazonaspix.com.br, por sua vez, afirma que a BBX Mineração vai desenvolver o empreendimento.

Não está confirmado se as duas denominações — BBX Mineração (ou Mineração BBX do Brasil) e Brazilian Critical Minerals (BCM) — se referem à mesma empresa ou se há vínculo societário entre elas.

O amazonaspix.com.br relatou que o governador recebeu representantes da BBX Mineração para tratar do Projeto Ema.

O que a CFEM mostra sobre Apuí

O painel de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) da ANM registra arrecadação nula em Apuí nos últimos anos disponíveis na série histórica. Os números indicam que o município ainda não tinha extração mineral relevante em produção nesse período, mas a série da ANM não separa os valores por mina, o que impede identificar isoladamente o impacto do Projeto Ema quando ele entrar em operação.

O que ainda não se sabe

Não há confirmação sobre a relação societária entre a Mineração BBX do Brasil e a Brazilian Critical Minerals (BCM), nem prazo estimado para a conclusão do licenciamento ambiental pelo Ipaam. Também não há informação sobre o volume de investimento previsto para o Projeto Ema, estimativa de reservas ou de produção do empreendimento, nem posicionamento da ANM ou do Ipaam sobre o cronograma das próximas etapas do licenciamento.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Empresa responsável pelo Projeto Ema. Ficha registra as duas denominações citadas pelas fontes (BBX Mineração/Mineração BBX do Brasil e Brazilian Critical Minerals/BCM), sem confirmação de qual é a razão social correta ou se há vínculo societário entre elas.

O que as fontes não cobrem: Relação societária entre Mineração BBX do Brasil e Brazilian Critical Minerals (BCM) Prazo estimado para conclusão do licenciamento ambiental pelo Ipaam Volume de investimento previsto para o Projeto Ema Estimativa de reservas ou produção do projeto Posição da ANM ou do Ipaam sobre o cronograma do licenciamento

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