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ABI lança movimento 'As Terras Raras São Nossas' e propõe estatal para minerais críticos

Iniciativa vem 75 anos após a campanha do petróleo. Lançamento reuniu jornalista e dirigentes do Clube de Engenharia. Sugestão é uma empresa pública para nióbio, lítio e cobalto.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Detalhe de rocha sedimentar com marcas de erosão e texturas na superfície
Imagem ilustrativa. Foto: ROMAN ODINTSOV / Pexels

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) lançou o movimento "As Terras Raras São Nossas", que recoloca a soberania nacional no debate sobre minerais estratégicos. A iniciativa vem 75 anos depois da campanha "O petróleo é nosso", que a entidade iniciou em 1951. Segundo a Coluna Política, o grupo também propõe a criação de uma estatal para atuar com recursos como nióbio, lítio e cobalto.

O movimento sobre as terras raras foi noticiado pela Coluna Política. A ABI ainda não detalhou, nas informações disponíveis, como pretende conduzir a mobilização.

A referência à campanha do petróleo

A escolha do nome é uma citação direta da campanha anterior. A ABI iniciou "O petróleo é nosso" em 1951. Entre aquela mobilização e a atual, a conta dá 75 anos.

Segundo a Coluna Política, o presidente da ABI, Octávio Costa, afirma que aquela campanha ajudou a criar o ambiente político que levou à Petrobras. A estatal surgiu dois anos depois. É esse percurso que a entidade evoca ao propor agora um desfecho institucional semelhante para os minerais críticos.

O paralelo é uma leitura da própria ABI. Nenhuma das fontes consultadas apresenta avaliação independente sobre a comparação entre os dois momentos.

Lançamento reuniu imprensa e engenharia

Participaram do lançamento a jornalista Tania Malheiros e os dirigentes Francis Bogossian e Fernando Peregrino, do Clube de Engenharia. O debate, de acordo com a Coluna Política, tratou da exploração de minerais críticos e das pressões internacionais sobre esse tema.

A coluna não informa data nem local do encontro, e não registra falas dos participantes além da posição atribuída a Octávio Costa. Também não há metas, cronograma ou ações concretas do movimento nas fontes.

Proposta de estatal para minerais estratégicos

O ponto mais concreto do lançamento é a sugestão de uma estatal voltada a nióbio, lítio, cobalto e outros recursos considerados estratégicos. A Coluna Política não explica o modelo pretendido, o capital envolvido nem como essa empresa conviveria com as mineradoras privadas que já atuam no país.

Decisão de Dino sobre terras raras no STF

No mesmo período, as terras raras apareceram em outra frente. Conforme o Eu Ideal e o abc+, Flávio Dino, ministro do STF, determinou que a Polícia Federal abra inquérito, em 27 de outubro, para apurar possível interferência estrangeira nas eleições e eventual contrapartida ligada a terras raras.

Pelo Eu Ideal, Dino quer saber quem fez a proposta, a quem ela foi dirigida e qual seria a contrapartida. O ministro lembra que os minerais pertencem à União. Segundo o mesmo veículo, as citações ainda são suspeitas, sem conclusão.

A decisão menciona a Rockbridge Network e os executivos Tallis Gomes e Pedro Sang, apoiadores de Flávio Bolsonaro, conforme o Eu Ideal e o abc+.

As reportagens sobre o STF não citam a ABI, e a coluna sobre o movimento não menciona a decisão. Não há, nas fontes, indicação de que as duas coisas tenham relação.

O que ainda não se sabe

Faltam informações básicas sobre o movimento: a data e o local do lançamento não foram divulgados nas fontes. Também não está claro se há ligação entre a iniciativa da ABI e a decisão de Dino, já que os textos sobre o STF não citam a entidade.

Sobre a estatal proposta, não se conhece o modelo, o capital nem a relação prevista com o setor privado. Tampouco há posição do governo, do Ibram ou de empresas de terras raras. As metas, o cronograma e as ações concretas do movimento também não foram apresentados.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Data e local do lançamento do movimento Se o movimento tem ligação com a decisão de Dino; as fontes sobre o STF não citam a ABI Detalhes da proposta da estatal: modelo, capital, relação com o setor privado Posição do governo, do Ibram e de empresas de terras raras Metas, cronograma e ações concretas do movimento

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