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SGB vê indícios de atividade hidrotermal em 3 áreas da Cordilheira Mesoatlântica, sem jazida confirmada

Expedição de 29 dias do navio Vital de Oliveira detectou anomalias na água que podem indicar fontes hidrotermais com cobre, zinco, ouro e prata. O SGB diz que ainda faltam análises.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Navio de pesquisa navegando em mar calmo sob céu limpo
Imagem ilustrativa. Foto: Arthur FlyingPenguin Guillemot / Pexels

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou em 22 de outubro indícios de atividade hidrotermal no fundo do Atlântico, com possível presença de cobre, zinco, ouro e prata. Os trabalhos cobriram 3 áreas da Cordilheira Mesoatlântica, ao norte de São Pedro e São Paulo. Segundo o próprio SGB, nenhuma jazida econômica foi identificada até agora.

A informação foi publicada por CNN Brasil, Agenda do Poder, CPG Click Petróleo e Gás, Portal do Holanda e Revista Sociedade Militar.

O que a expedição encontrou na Cordilheira Mesoatlântica

A missão durou 29 dias, de 9 de setembro a 8 de outubro, a bordo do navio Vital de Oliveira. O que levou o SGB a falar em indício foram anomalias de partículas suspensas na água, que podem apontar para fontes hidrotermais.

O instituto ressalta que isso não basta. Segundo o SGB, ainda faltam análises para confirmar a atividade hidrotermal, e nada indica por ora uma ocorrência com viabilidade econômica.

O alvo da pesquisa são os sulfetos polimetálicos maciços, depósitos formados por fluidos hidrotermais no assoalho oceânico. Esses corpos costumam ser ricos em cobre e zinco e, em alguns casos, contêm ouro e prata.

A área de estudo fica em águas internacionais, perto do limite marítimo brasileiro. Conforme a CNN Brasil, a distância do arquipélago até Natal é de aproximadamente 1.000 km.

Sedimentos, DNA ambiental e o navio

Além da busca por sinais hidrotermais, a equipe recuperou sedimentos de até 3 metros. Segundo a CPG Click Petróleo e Gás e a Revista Sociedade Militar, o material servirá para estudar minerais e a história geológica da região.

Os pesquisadores também coletaram água para análise de DNA ambiental. A técnica permite estudar a biodiversidade sem capturar animais, conforme as reportagens da CNN Brasil e da Agenda do Poder.

Segundo a Revista Sociedade Militar, o Vital de Oliveira foi construído em 2013, tem 78 metros e autonomia de 30 dias. Comporta 40 pesquisadores.

A missão reuniu SGB, Marinha, Petrobras e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Revista Sociedade Militar inclui ainda nove universidades e instituições de ensino: FURG, UECE, UFBA, UFF, UFPel, UFPR, UFRN, Unesp e USP. A CNN Brasil menciona apenas os quatro órgãos.

Direitos de exploração e o prazo da lavra

A expedição integra o projeto Procordilheira, parte do PROAREA. Segundo a CNN Brasil, a Agenda do Poder e a CPG Click Petróleo e Gás, os dados podem embasar pedidos de direitos de exploração à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA).

A ISA ainda negocia as regras da atividade. Existem contratos de pesquisa, mas nenhuma autorização de extração comercial foi concedida.

À CNN Brasil, Francisco Valdir Silveira, que dirige a área de Geologia e Recursos Minerais no SGB, afirmou que extrair não é a prioridade. \"Nossa missão é primeiro conhecer, explorar no sentido mais profundo da palavra\", disse.

A lavra submarina, segundo as reportagens, exigiria equipamentos para suportar pressão extrema e sistemas para levar o material à superfície. O custo é alto, e a atividade preocupa do ponto de vista ambiental.

Contexto: cobre e minerais críticos

O interesse em metais do fundo do mar se soma a um debate maior sobre suprimento. O site já noticiou que o preço do cobre supera o ouro no ano, puxado por data centers, redes elétricas e defesa.

A Revista Sociedade Militar liga a expedição a uma reportagem do Estadão de 17 de setembro, segundo a qual os EUA pediram prioridade em minerais críticos e o Brasil recusou. A CNN Brasil e o SGB não fazem essa relação, e a ficha não traz elo entre os dois fatos. O tema da política externa aparece em outra matéria, sobre a agenda de minerais críticos do novo mandato de Lula.

O que ainda não se sabe

As reportagens não informam a profundidade das áreas investigadas nem o custo da expedição. Também não há data para a conclusão das análises de laboratório, etapa que pode confirmar ou descartar a atividade hidrotermal.

Não está claro se o Brasil vai pedir direitos de exploração à ISA, hipótese que os dados apenas tornam possível. Tampouco foram divulgados teores ou volumes de metais, o que impede qualquer estimativa do potencial econômico da área.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Número de pesquisadores/instituições e enquadramento EUA. Base na CNN/SGB; EUA só como contexto atribuído ao Estadão, se couber, sem ligar causalmente.

O que as fontes não cobrem: Profundidade das áreas Custo da expedição Quando saem as análises de laboratório Se o Brasil pedirá direitos de exploração à ISA Teores ou volumes de metais

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