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Tubos de plástico em rocha descartada de mina servem de toca ao quoll ameaçado em Pilbara

Estudo na revista Pacific Conservation Biology mostra que o marsupial usa passagens artificiais enterradas em pilhas de estéril, mas ainda não há prova de reprodução nesses abrigos.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Vista ampla de uma grande cava a céu aberto, com camadas de rocha e máquinas pesadas em operação
Imagem ilustrativa. Foto: Enrique / Pexels

Tubos de plástico enterrados em pilhas de rocha descartada de mineração estão funcionando como tocas artificiais para o quoll, marsupial carnívoro criticamente ameaçado, na região de Pilbara, na Austrália Ocidental. O trabalho foi publicado na revista Pacific Conservation Biology e relatado pelos portais Catraca Livre e Fato Paulista.

A ideia responde a um problema criado pela própria atividade. Segundo os dois veículos, a mineração suprimiu as fendas rochosas naturais que o animal usa para se abrigar. Sem esses espaços, o quoll perde proteção contra o calor e contra predadores.

Como funcionam as tocas em Pilbara

Os abrigos usam tubos de polietileno de alta densidade, instalados dentro das pilhas de rocha descartada. De acordo com a Catraca Livre e o Fato Paulista, o material suporta toneladas de rocha sem colapsar, o que mantém as passagens contínuas e abertas para o animal.

Os pesquisadores citados pela Catraca Livre são Mitchell T. Ladyman e Neil E. Pettit, além de uma equipe da Animal Plant Mineral. Os dois portais não detalham a função de cada um no estudo.

A cobertura de rocha tem papel central no projeto. Ela isola o plástico do calor do deserto e ajuda a criar um microclima compatível com o das tocas naturais, segundo os dois veículos.

O que o monitoramento registrou

A equipe monitorou os tubos com câmeras de movimento e placas de areia, usadas para registrar pegadas. Os registros mostram que quolls entraram e saíram dos tubos durante a noite, conforme Catraca Livre e Fato Paulista.

Sensores instalados no interior das estruturas mediram temperatura e umidade. Pelo relato da Catraca Livre, a temperatura máxima média ficou em 33,6 °C, e a umidade relativa média, em 62,1%. Os valores são semelhantes aos medidos nas fendas naturais, de acordo com o veículo.

Reuso de material e custos

Outro ponto destacado pelos dois portais é o uso de materiais já disponíveis nas minas, o que reduziu os custos da iniciativa. Nenhum valor foi informado, de modo que não é possível comparar o gasto com o de outras medidas de compensação ambiental.

A solução aproveita o estéril, a rocha sem valor econômico que a operação precisa descartar, como base para um abrigo. Em vez de tratar a pilha apenas como passivo, o desenho a transforma em estrutura de apoio à fauna.

Ocupação comprovada, reprodução não

A principal ressalva está nos próprios resultados. Catraca Livre e Fato Paulista informam que a ocupação dos tubos foi comprovada, mas a reprodução não. Faltam estudos de longo prazo sobre procriação e sobre a sobrevivência de filhotes nesses abrigos.

Isso significa que os tubos se mostraram aceitos como passagem e refúgio, mas ainda não como local de criação. Para uma espécie criticamente ameaçada, é essa segunda etapa que indicaria ganho para a população.

O que ainda não se sabe

As reportagens não informam o nome da mineradora dona da área nem da mina em que os tubos foram instalados. Também não trazem a quantidade de tubos, a extensão da obra e o custo total.

Não há dados sobre o número de quolls registrados nem sobre o período do monitoramento. O ano de realização do estudo igualmente não consta nos textos. Por fim, não se sabe se a prática será adotada em outras minas ou exigida em processos de licenciamento.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Nome da mineradora dona da área e da mina onde os tubos foram instalados Quantidade de tubos, extensão e custo da obra Número de quolls registrados e período do monitoramento Ano de realização do estudo Se a prática será adotada em outras minas ou exigida em licenciamento

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