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Dingsheng Minerals pode retomar operações em Chibuto, em Moçambique, se rebocadores chegarem ao porto

Secretário de Estado de Gaza diz que a mineradora de areias pesadas volta nos próximos dias, após meses parada. Até 26 de outubro, não havia confirmação da chegada dos rebocadores a Chongoene.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Navio de carga e guindastes em porto industrial, durante o carregamento de minerais sob céu azul
Imagem ilustrativa. Foto: Bor Jinson / Pexels

A Dingsheng Minerals pode retomar nos próximos dias as operações de areias pesadas em Chibuto, na província de Gaza, em Moçambique, após meses de paralisação. A previsão é de Jaime Neto, secretário de Estado de Gaza, ao jornal O País, em publicação de 25 de outubro, segundo o O.Económico.

A retomada, porém, depende de uma etapa logística: os rebocadores devem chegar a Chongoene, porto da região, até o fim de outubro. Até 26 de outubro, não havia confirmação pública de que as embarcações tinham chegado nem de que as exportações regulares tinham recomeçado. Por ora, a volta da operação segue como perspectiva.

Porto é o gargalo da Dingsheng Minerals

Segundo Neto, as instalações destinadas aos serviços do Estado no porto já foram concluídas. Os rebocadores, necessários para manobrar os navios, são a peça que falta para o escoamento pelo terminal.

O secretário afirmou ainda que levar pequenos volumes pelo Porto de Maputo é inviável do ponto de vista econômico. A conta explica por que a empresa depende de um terminal próprio na região.

A concessão do porto foi formalizada em outubro de 2024, segundo o O.Económico. A Densheng Port detém 80%, e a CFM, 20%, por 15 anos. A imprensa nacional estimou o investimento no terminal em cerca de US$ 300 milhões, valor que não se confunde com o da mina.

O que parou a operação

Segundo o Правда.Ру, a paralisação decorreu de entraves regulatórios e da destruição de cinco linhas principais de produção. O O.Económico cita danos industriais, entraves regulatórios e dificuldades logísticas. As versões se complementam, e o detalhe das cinco linhas aparece só na primeira fonte.

Para a retomada plena, de acordo com as duas fontes, também era preciso refazer o abastecimento de água da planta e comprar equipamentos críticos para exportação.

Em julho de 2026, o jornal Notícias relatou que havia minério parado em armazéns do porto, por causa de licenciamento e de preparação operacional, segundo o O.Económico.

Estoque e histórico de adiamentos

Em agosto, segundo o Diário Económico, as areias pesadas acumuladas passavam de 100 mil toneladas. Em dezembro de 2024, o O País já citava mais de 270 mil toneladas à espera de escoamento, por causa do custo do transporte rodoviário até Maputo. As duas cifras vêm de momentos diferentes e não permitem apontar o estoque atual.

Em fevereiro de 2024, autoridades previam exportações no primeiro trimestre daquele ano, mas houve adiamentos. O histórico pede cautela com a nova previsão.

Um complexo de grande porte

Segundo o O.Económico, a unidade industrial é avaliada em cerca de US$ 700 milhões, ocupa área de aproximadamente 3 mil hectares e tem capacidade para 10 mil toneladas por dia. Os produtos são ilmenite, zircão e rutilo, usados em pigmentos e cerâmica.

O potencial de ilmenite foi estimado antes em cerca de 1 milhão de toneladas por ano. O número é capacidade projetada, não produção confirmada.

Efeito sobre as comunidades

Neto disse que a normalização das exportações dará à empresa receita para atender às comunidades, com indemnizações e envolvimento em projetos. O secretário não detalhou valores nas informações publicadas.

O que ainda não se sabe

Não há data exata para a retomada nem para a chegada dos rebocadores. A posição da Dingsheng Minerals também não aparece: a empresa não se manifestou nas fontes consultadas.

Faltam dados sobre o volume atual de produção e sobre o estoque acumulado. Não se sabe a causa dos danos às cinco linhas de produção, nem os valores das indemnizações às comunidades. Tampouco há calendário para o licenciamento pendente do porto.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Causas da paralisação. Complementares; citar danos nas instalações (cinco linhas, só na fonte) e entraves regulatórios, atribuindo o detalhe das cinco linhas.

O que as fontes não cobrem: Data exata da retoma e da chegada dos rebocadores Posição da Dingsheng, que não se manifestou nas fontes Volume atual de produção e estoque acumulado Causa dos danos às cinco linhas de produção Valores de indemnizações às comunidades Calendário de licenciamento pendente do porto

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