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Terras raras

TSMC avalia motores sem terras raras em fábricas para reduzir dependência da China, diz Reuters

Fabricante de chips consultou fornecedores sobre equipamentos de automação sem ímãs de terras raras. Conversas estão em estágio inicial, e a empresa não comentou de imediato.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Close de maquinário de automação em ambiente industrial moderno
Imagem ilustrativa. Foto: KJ Brix / Pexels

A TSMC avalia alternativas às terras raras em equipamentos industriais, com o objetivo de proteger suas fábricas de controles impostos pela China. A informação é da Reuters, que cita três fontes ligadas ao tema, e foi publicada pelo InfoMoney e pela ISTOÉ DINHEIRO.

Segundo o relato, a fabricante de chips consultou fornecedores sobre motores sem terras raras para automação industrial. Uma das fontes afirma que o motivo é o temor de interrupção no fornecimento vindo da China.

A TSMC não respondeu de imediato ao pedido de comentário. Portanto, a posição da empresa sobre o tema não consta da reportagem.

TSMC ainda está no início das conversas

Segundo duas das fontes, os contatos estão numa fase inicial, e equipamentos sem terras raras ainda não são usados em larga escala. Ou seja, o que existe até agora é sondagem ao mercado, não uma troca de motores nas linhas de produção.

A reportagem não informa quais fornecedores foram consultados, quanto tempo e dinheiro a eventual substituição exigiria, nem qual parcela das máquinas da TSMC depende hoje de ímãs de terras raras.

Por que o ímã importa para o chip

Os ímãs de terras raras vão nos motores de máquinas usadas em fábricas automatizadas. Se faltarem, a produção de chips pode parar, segundo a Reuters.

Esses semicondutores abastecem smartphones, sistemas de inteligência artificial, data centers e aplicações de defesa. O risco, portanto, está na cadeia de equipamentos, e não apenas no insumo mineral em si.

Em 2025, a China impôs controles de exportação, com exigência de licenças, a certas terras raras, a ímãs e a tecnologias de processamento. É esse regime que alimenta a busca por alternativas.

Taiwan e EUA mexem em outras frentes além da TSMC

Os Estados Unidos trabalham com Taiwan em fontes alternativas e em maior capacidade de processamento, afirmou em junho o diretor do American Institute em Taiwan, Raymond F. Greene.

Kung Ming-hsin, que comanda o Ministério da Economia de Taiwan, afirmou em fevereiro que o governo dará suporte ao ITRI, instituto de pesquisa tecnológica, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras. Pelo plano, uma linha piloto deve sair em até três anos e suprir cerca de 50% da demanda doméstica.

Segundo uma pessoa ligada a um think tank dos EUA, autoridades americanas conversam com o ITRI sobre diversificar cadeias de minerais críticos. Sem dar detalhes, o ITRI diz estar planejando um projeto na área de terras raras com a pasta da Economia de Taiwan, por meio de seu setor de tecnologia industrial. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu de imediato ao pedido de comentário.

O tema também aparece no Brasil, onde o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontou terras raras em amostras de municípios paranaenses, embora a presença do mineral não garanta viabilidade econômica.

O que ainda não se sabe

A reportagem não esclarece quais fornecedores a TSMC procurou, nem quanto tempo e dinheiro a troca de motores exigiria. Também não há informação sobre a fatia das máquinas da empresa que usa ímãs de terras raras. A posição oficial da TSMC segue em aberto, já que a companhia não respondeu de imediato. Por fim, não está claro qual seria o impacto sobre mineradoras fora da China caso a demanda por esses ímãs diminua.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Quais fornecedores foram consultados Prazo e custo da eventual troca de motores Quanto das máquinas da TSMC usa ímãs de terras raras Posição oficial da TSMC Impacto sobre mineradoras fora da China

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