Minerais críticos: atividades somam 129.423 empregos em 2025, e a Bahia tem 9.147, mostra portal da ANM
Segmento responde por 57% do emprego da indústria extrativa, com Minas Gerais e Pará na frente. Levantamento usa dados de Rais e Novo Caged e cobre 21 substâncias.

Em 2025, as atividades de minerais críticos e estratégicos (MCE) geraram 129.423 empregos no país, ou 57% das vagas da indústria extrativa, conforme o Portal de MCE da Agência Nacional de Mineração (ANM). Os números foram publicados pelo Jornal Grande Bahia e pela Capital News. O portal foi lançado na quarta-feira (14).
A Bahia aparece em terceiro lugar entre os estados, com 9.147 empregos. A participação baiana no total nacional é de 7,1%, conta feita pela Redação a partir dos dados do portal.
Como o portal chegou aos números
Segundo o Jornal Grande Bahia, o painel parte de microdados da Rais e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho, e abrange 21 substâncias. Entre 2023 e 2025, o emprego em MCE avançou 8,6%, segundo os dois veículos.
O percentual de 57% tem como base a indústria extrativa, que soma 226.634 vagas, conforme o Jornal Grande Bahia. A ANM não comentou o portal nas reportagens consultadas pela Redação.
Os veículos divergem em um ponto: o Jornal Grande Bahia chama a remuneração de média, e a Capital News, de mediana. Como a Redação não teve acesso ao portal, o texto trata apenas de remuneração.
Minerais críticos: Minas, Pará e Bahia concentram três quartos das vagas
Minas Gerais lidera, com 62.631 empregos, seguida do Pará, com 27.047. Os três estados somam 98.825 vagas, cerca de 76,4% do total, segundo o Jornal Grande Bahia.
Por tipo de atividade, a extração de minério de ferro responde por 70.027 empregos. Os metais preciosos vêm em segundo, com 21.313. O ferro aparece na lista, assim como o ouro, mas o critério que os enquadra como críticos ou estratégicos não consta nas reportagens.
No recorte municipal, Parauapebas (PA) tem 8.234 empregos, Nova Lima (MG) tem 8.218 e Congonhas (MG) tem 7.114. A classificação dos municípios já foi tratada pelo site. Parauapebas conta com 1.851 trabalhadores de nível superior; entre os ocupados, 71,4% são homens e 28,6%, mulheres.
Nova Lima tem 4.776 pessoas com nível superior, e a divisão por gênero é de 63,3% para eles e 36,7% para elas. Congonhas registra 73,2% de homens, 26,8% de mulheres e 1.234 trabalhadores com graduação.
Perfil de gênero, escolaridade e salário
No país, os homens ocupam 100.765 vagas (78%), e as mulheres, 28.658 (22%). A mão de obra qualificada soma 51.714 postos. Os trabalhadores com ensino superior são 30.707, cerca de 14% da indústria extrativa, e não dos MCE, segundo as duas publicações. Entre eles, há 19.060 homens e 11.647 mulheres.
A remuneração em 2025 variou conforme a escolaridade: R$ 3.218 para quem tem ensino fundamental, R$ 4.142 no ensino médio e R$ 11.856 no superior.
O Jornal Grande Bahia registra ainda que o país teve 1.012 áreas em produção em 2025, com valor de R$ 250,4 bilhões. O jornal informa que a metodologia desse valor não foi detalhada. Conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB), citado pela Capital News, as reservas brasileiras de terras raras, de cerca de 21 milhões de toneladas, são as segundas maiores do planeta.
O peso da mineração nos municípios
A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) ajuda a dimensionar o peso do setor nas três cidades. A série da ANM vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina.
Parauapebas arrecadou R$ 2.457,5 milhões em 2021, R$ 1.385,1 milhões em 2022 e R$ 1.192,9 milhões em 2023. Nova Lima somou R$ 324,4 milhões, R$ 227,6 milhões e R$ 240,4 milhões nos mesmos anos. Congonhas, R$ 569,5 milhões, R$ 272,6 milhões e R$ 309,1 milhões.
A CFEM não se limita a minerais críticos, e os valores incluem toda a produção mineral de cada município. O portal faz parte do conjunto de painéis que a ANM reuniu no guia Mapa da Mina.
O que ainda não se sabe
As reportagens não informam quais municípios baianos concentram os 9.147 empregos nem quais substâncias do estado entram na conta. Também não há a variação do emprego da Bahia entre 2023 e 2025. Falta esclarecer o critério que inclui ouro, ferro e alumínio entre os minerais críticos ou estratégicos, e a metodologia dos R$ 250,4 bilhões não foi detalhada. A ANM, por sua vez, não se manifestou sobre o portal nas matérias consultadas.
Fontes desta matéria
- Jornal Grande Bahia, 25/10/2026
- Capital News, 24/10/2026
- ANM, painel de CFEM por município, 26/10/2026
- Tipo de remuneração. Usar 'remuneração' sem especificar; Capital News soa mais fiel ao portal, mas nenhuma fonte primária foi vista.
- Base dos 14% de ensino superior. Ambas concordam: percentual sobre a indústria extrativa, não sobre os MCE.
O que as fontes não cobrem: Quais municípios baianos concentram os 9.147 empregos Quais substâncias baianas entram na conta Variação do emprego da Bahia entre 2023 e 2025 Critério que inclui ouro, ferro e alumínio como críticos ou estratégicos Metodologia dos R$ 250,4 bilhões Declaração da ANM sobre o portal


