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Eleições e mineração

Zema defende produção de superímãs a partir de terras raras em visita a Poços de Caldas

Candidato à Presidência pelo Novo citou o modelo da cadeia do nióbio mineiro e disse que o Brasil deve exportar superímãs prontos, não minério bruto

Por Redação MineraçãoLeitura de 2 min
Componente interno de disco rígido com ímã e cabeçote de leitura
Imagem ilustrativa. Foto: Nicolas Foster / Pexels

O governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu em visita a Poços de Caldas, em 22 de setembro, que o Brasil passe a produzir superímãs a partir das terras raras extraídas no país. Segundo o G1 e a CNN Brasil, ele propôs industrializar o minério em vez de exportá-lo bruto.

Zema usou como referência a cadeia produtiva do nióbio em Minas Gerais, que envolve extração, beneficiamento e industrialização no estado. Para ele, o mesmo caminho deveria valer para as terras raras.

"Temos já um exemplo concreto aqui em Minas, que é a extração, o beneficiamento, a industrialização do nióbio. Nós vamos fazer com as terras raras o mesmo. Nós não vamos exportar o minério, nós vamos exportar o superímã pronto para aplicação. Os melhores empregos ficam aqui, no Brasil", disse o candidato, segundo o G1.

Superímãs como moeda de troca com a Europa

Na conversa relatada pela CNN Brasil, Zema também sugeriu usar os superímãs como instrumento de negociação comercial com a União Europeia, bloco que impõe barreiras à entrada de produtos agrícolas brasileiros.

"A União Europeia coloca uma série de obstáculos para comprar proteína e produtos agrícolas do Brasil. Vamos falar para acabarem com os obstáculos porque senão nós não vamos oferecer super ímãs. Temos a faca e o queijo na mão", afirmou, segundo a reportagem.

A proposta se soma a outras iniciativas ligadas a terras raras já registradas no país. Em Goiás, sondagens da Rare Earths Americas encontraram disprósio e térbio no projeto Homer-A, ainda sem estimativa de reserva. No Amazonas, o governador Roberto Cidade defendeu o Projeto Ema de argila iônica, que também depende de licenciamento.

Meio ambiente e histórico de multas

Zema também tratou do tema ambiental durante a visita. Segundo o G1 e a CNN Brasil, ele afirmou que desenvolvimento econômico e proteção ambiental "caminham lado a lado".

O candidato citou o histórico de multas aplicadas por Minas Gerais a mineradoras após os rompimentos de barragem em Mariana e em Brumadinho. "Aqui em Minas, quem polui paga caro. Existe o caminho correto, que é o que nós queremos fazer no Brasil", disse, conforme a CNN Brasil.

Conforme lembrou a CNN Brasil, a Justiça condenou a Samarco a pagar valores milionários pelo desastre da barragem de Fundão, dividido entre diferentes itens da condenação, uma década depois da tragédia.

Peso da mineração em Poços de Caldas

O painel de CFEM da Agência Nacional de Mineração mostra que a arrecadação de Poços de Caldas com compensação financeira ficou na casa das centenas de milhares de reais nos últimos anos apurados. Os valores são bem inferiores aos de Mariana, cuja arrecadação no mesmo período somou centenas de milhões de reais por ano.

A série histórica da ANM não separa a arrecadação por mina, o que impede associar diretamente os valores a um projeto específico de terras raras na cidade mineira.

Outras defesas na agenda

Além das terras raras, o G1 informou que Zema defendeu concessões de rodovias durante a agenda em Minas Gerais e disse não pretender elevar impostos caso eleito.

O que ainda não se sabe

A ficha de apuração não traz o detalhamento técnico de como seria montada a produção de superímãs no Brasil, nem cronograma ou valor de investimento previsto para a industrialização das terras raras. Também não há posição de empresas do setor de terras raras sobre a proposta apresentada por Zema.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Detalhamento técnico de como seria a produção de superímãs no Brasil Cronograma ou investimento previsto para industrialização de terras raras Posição de empresas do setor de terras raras sobre a proposta

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