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Cobre

BHP suspende operações na mina Escondida após morte de trabalhador no Chile

Funcionário morreu em 23 de setembro durante manutenção na maior mina de cobre do mundo; sindicato aponta envolvimento de carregadeira frontal, e Sernageomin investiga

Por Redação MineraçãoLeitura de 2 min
Escavadeiras e carregadeiras em operação numa mina a céu aberto
Imagem ilustrativa. Foto: Toygar Par / Pexels

A BHP suspendeu as operações na mina de cobre Escondida, no Chile, depois de um trabalhador morrer em acidente durante atividade de manutenção. O caso ocorreu em 23 de setembro e foi confirmado pela mineradora, segundo o Brasil Mineral e o Terra.

A empresa não informou até quando a mina ficará parada. Escondida é considerada a maior mina de cobre do mundo em volume de produção e fica na região de Antofagasta, no Deserto do Atacama.

O que se sabe sobre o acidente

Segundo a BHP, o trabalhador morreu durante uma manutenção na mina, sem detalhamento do equipamento envolvido. Já o sindicato dos trabalhadores, em declaração à Reuters citada pelo Terra, afirmou que o acidente envolveu uma carregadeira frontal.

A BHP não se manifestou sobre essa versão específica do sindicato até a divulgação das reportagens.

O órgão regulador chileno Sernageomin confirmou o caso e enviou uma equipe para investigar as circunstâncias da morte, de acordo com o Brasil Mineral. No Chile, a retomada de operações em minas só ocorre depois que inspetores atestam que as condições de trabalho estão seguras, segundo o Terra.

Peso de Escondida na produção mundial

Ao longo de sua história, o volume extraído em Escondida já ultrapassa a marca de 34 milhões de toneladas de cobre, de acordo com o Brasil Mineral. A mina responde por cerca de 20% de toda a produção chilena de cobre e por cerca de 5% da produção mundial do metal.

Para 2026, a BHP projetava produzir até 1,28 milhão de toneladas de cobre em Escondida, segundo o Terra. A paralisação, sem prazo definido para terminar, pode afetar esse volume, embora a empresa não tenha detalhado impacto sobre a meta.

A BHP detém 57,5% da mina e é a operadora do empreendimento. Os demais sócios são a Rio Tinto, com 30%, e a japonesa JECO Corp, com 12,5%, conforme o Brasil Mineral e o Terra.

O peso do cobre chileno no mercado mundial tem sido tema recorrente no noticiário do setor, assim como episódios de segurança em grandes minas — no Brasil, a suspensão de operações na Mina de Fábrica também levou meses até uma retomada parcial, decidida pela Justiça.

O que ainda não se sabe

A reportagem não teve acesso à identidade nem à idade do trabalhador que morreu no acidente. Também não há informação sobre quantos trabalhadores foram afetados pela suspensão das operações na mina.

Além disso, a BHP ainda não se posicionou sobre a versão levantada pelo sindicato de que uma carregadeira frontal esteve envolvida no acidente fatal.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Causa/instrumento do acidente. citar versão da BHP (manutenção) e atribuir ao sindicato/Reuters a informação sobre a carregadeira frontal

O que as fontes não cobrem: Identidade e idade do trabalhador morto Número de trabalhadores afetados pela suspensão Posição da BHP sobre a versão da carregadeira frontal

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