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Minério de ferro

Copam aprova licenças e Cedro Participações amplia mina de ferro em Mariana com R$ 3,5 bi

Projeto aprovado em 25 de setembro deve quadruplicar o beneficiamento de minério da empresa no município mineiro e prevê mais de mil empregos diretos e indiretos

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Vista aérea de escavadeira de grande porte operando em cava de mineração a céu aberto
Imagem ilustrativa. Foto: PPPS CZ / Pexels

A Cedro Participações recebeu do Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental) as licenças de implantação e operação necessárias para ampliar sua mina de ferro no município de Mariana, no centro mineiro. A aprovação ocorreu em 25 de setembro. O investimento previsto para o projeto é de R$ 3,5 bilhões, conforme apurado pelo Times Brasil | CNBC e pela BPMoney, com informações também publicadas por outro veículo do setor.

Segundo apuração das fontes consultadas, a capacidade da unidade passará dos atuais 2,5 milhões de toneladas para 10 milhões de toneladas anuais — um salto de quatro vezes em relação ao processamento atual. A produção de pellet feed, insumo usado na fabricação de aço com menor emissão de carbono, deve chegar a 5,5 milhões de toneladas anuais.

Meta da Cedro Participações: 20 milhões de toneladas até 2032

Segundo as fontes consultadas, a empresa projeta alcançar, a partir de 2032, um volume de produção anual de minério de ferro na casa dos 20 milhões de toneladas. Segundo a BPMoney, caso essa meta se confirme, a Cedro passaria a figurar entre as cinco maiores produtoras do país.

De acordo com as fontes que trataram do assunto, a ampliação deve resultar na criação de mais de mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos. A vida útil do projeto é estimada em até 20 anos, prazo que a empresa diz poder aumentar com novas campanhas de sondagem.

O plano da Cedro não se limita à mina de Mariana. As fontes apuraram que a companhia também planeja erguer o Porto do Meio, em Itaguaí (RJ), obra orçada em R$ 3,6 bilhões e projetada para movimentar até 15 milhões de toneladas por ano.

Tecnologia e meio ambiente

A empresa afirma que a operação em Mariana usa filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, sem barragens, e reaproveita 85% da água consumida nos processos industriais, conforme as fontes consultadas. De acordo com a Cedro, o material de alto teor de ferro (high-grade) produzido na unidade tem potencial para cortar pela metade as emissões de carbono na cadeia siderúrgica, se comparado ao processo tradicional feito em alto-forno.

O licenciamento ambiental do projeto, que incluiu Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), levou quase três anos de estudos, segundo as fontes. A Cedro atua em Mariana desde 2022.

Quem comentou a aprovação das licenças foi José Carlos Martins, que preside o conselho da empresa. "Este projeto combina a ampliação da nossa capacidade, a geração de mais empregos em Mariana e a adoção de tecnologias mais modernas. É um passo importante para a Cedro e para a mineração em Minas Gerais", disse, segundo a BPMoney.

CFEM e o peso da Cedro Participações em Mariana

O painel de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que Mariana arrecadou R$ 398,3 milhões em 2021, R$ 299,0 milhões em 2022 e R$ 260,1 milhões em 2023 com a atividade minerária no município. A série da ANM vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, de modo que não é possível atribuir diretamente esses valores à operação da Cedro.

O que ainda não se sabe

As fontes consultadas não informam o cronograma de início das obras de ampliação da mina. Também não fica claro qual será a origem dos recursos do investimento de R$ 3,5 bilhões anunciado pela Cedro Participações. Não há registro de posicionamento de comunidades locais ou movimentos sociais sobre a expansão do empreendimento em Mariana. Por fim, o material disponível não traz detalhamento do impacto ambiental do projeto além dos itens já divulgados pela própria empresa, como o reaproveitamento de água e a ausência de barragens de rejeito.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Cronograma de início das obras de ampliação Origem dos recursos do investimento de R$ 3,5 bilhões Posicionamento de comunidades locais ou movimentos sociais sobre a expansão Impacto ambiental detalhado além dos itens divulgados pela própria empresa

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