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Lítio

Estudo do Serviço Geológico do Brasil aponta potencial de lítio em Solonópole (CE)

Pesquisa mapeou ocorrências conhecidas na Subprovíncia Pegmatítica de Solonópole, no Sertão Central cearense, e classificou a maior parte delas com alta probabilidade de mineralização

Por Redação MineraçãoLeitura de 2 min
Textura de formação rochosa mostrando estruturas geológicas naturais
Imagem ilustrativa. Foto: Sofia Guzeva / Pexels

Pegmatitos situados em Solonópole, no Sertão Central do Ceará, apresentam potencial considerado promissor para lítio, segundo estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A pesquisa faz parte do projeto do órgão dedicado a avaliar o potencial nacional do mineral e tem natureza prospectiva.

A pesquisa concentrou-se na Subprovíncia Pegmatítica de Solonópole. Para chegar aos resultados, a equipe combinou geoquímica de sedimentos, análise química de rochas, levantamentos geofísicos e espectroscopia.

Ocorrências visitadas em Solonópole

Os pesquisadores visitaram ocorrências de lítio já conhecidas na área, muitas delas em garimpos inativos. A partir do chamado Índice Geoquímico de Probabilidade de Mineralização, a grande maioria dos pegmatitos litiníferos visitados foi classificada com indicativo de mineralização, segundo o GCMais.

O distrito pegmatítico de Solonópole-Quixeramobim apresentou, segundo o estudo, elevado potencial não só para lítio, mas também para césio e tântalo. Os granitos Banabuiú e Nenelândia mostraram características compatíveis com sistemas do tipo LCT — sigla que designa depósitos associados a lítio, césio e tântalo.

Segundo o D24AM, o levantamento integra a série Minerais Estratégicos do SGB e pode ser consultado no repositório de geociências mantido pelo órgão. Assinam o trabalho os pesquisadores Izaac Cabral Neto, Pedro Maciel de Paula Garcia, José Maria Aladim Carvalho Rocha e Deoclécio Pereira Vale Filho.

Potencial não é reserva

O SGB faz uma ressalva importante: o potencial mineral identificado no estudo não equivale a uma reserva comercialmente comprovada. A distinção separa a etapa de mapeamento prospectivo, na qual a pesquisa se encontra, das etapas seguintes de comprovação econômica de um depósito mineral.

Em publicação anterior, o órgão já havia divulgado um mapa geológico de lítio cobrindo os domínios Ceará Central e Jaguaribeano, área que abrange Solonópole. O novo estudo aprofunda esse mapeamento anterior com dados de campo e análises específicas da subprovíncia pegmatítica local.

O que os números da CFEM mostram

O painel de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) da Agência Nacional de Mineração não registra arrecadação do tributo em Solonópole em 2021, 2022 e 2023.

No município vizinho de Quixeramobim, que também integra o distrito pegmatítico apontado pelo estudo, a CFEM arrecadada foi de R$ 125,9 mil em 2021, R$ 168,9 mil em 2022 e R$ 185,0 mil em 2023. A série da ANM vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, o que impede atribuir os valores a uma jazida específica.

Os números indicam que, até o momento, a atividade minerária formal na região do distrito pegmatítico ainda é limitada, o que é compatível com o caráter prospectivo do novo estudo do SGB.

O que ainda não se sabe

O estudo do SGB não informa quais empresas de mineração já demonstraram interesse na área identificada em Solonópole. Também não há, até o momento, um cronograma definido para novas etapas de pesquisa ou exploração na região. Por fim, o levantamento não traz estimativa de volume ou teor de lítio nos pegmatitos mapeados, informação que dependeria de etapas posteriores de sondagem e avaliação econômica.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Quais empresas de mineração já demonstraram interesse na área Cronograma de novas etapas de pesquisa ou exploração Estimativa de volume ou teor de lítio na região

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