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Lítio no Ceará

Rivaz, dos EUA, avalia lavra e refinaria de lítio em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará

Comitiva da empresa se reuniu com prefeitura e governo estadual em 30 de setembro. O projeto é preliminar, e o valor do investimento, que teria sido apresentado, não foi divulgado.

Por Redação MineraçãoLeitura de 4 min
Caminhão de mineração parado em pedreira rochosa e árida, sob céu azul
Imagem ilustrativa. Foto: Enrique / Pexels

A Rivaz, mineradora norte-americana sediada em Pasadena, estuda erguer em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, uma unidade para processar e refinar lítio, além de operar uma lavra na região. Representantes da empresa estiveram no município na quarta-feira, 30 de setembro, em reunião com a prefeitura e o governo estadual, segundo Focus Poder e O POVO.

Se o plano avançar, será a primeira planta de refino de lítio do Nordeste, de acordo com Focus Poder e Sobral Online. O projeto, porém, está em fase preliminar: a empresa prepara o plano de negócios e avalia áreas, e o porte do empreendimento não está definido.

O que a Rivaz avalia em Quixeramobim

A perspectiva citada pelos veículos é de produção ou processamento de até 200 mil toneladas. Só o O POVO afirma que o volume seria anual; Focus Poder e Sobral Online não informam período.

Ainda conforme o O POVO, o cronograma prevê início da lavra em 2027 e a refinaria entre 2028 e 2029. As datas aparecem apenas nessa fonte, e a empresa não as detalha nos demais veículos.

A companhia diz analisar cerca de 200 propriedades na região central do estado. Entre as áreas mencionadas estão os distritos quixeramobinenses de Condado, Malacaxeta e Coqué, além de terrenos em Senador Pompeu e Banabuiú. O O POVO lista de forma diferente os municípios de interesse: Banabuiú, Solonópole, Quixadá e Quixeramobim. As áreas ficam próximas ao terminal logístico de Quixeramobim, na Transnordestina, conforme O POVO e Focus Poder.

A Rivaz já protocolou pedidos de licença de pesquisa na Agência Nacional de Mineração (ANM), e a análise está pendente.

Quem esteve na reunião

Pela empresa, participaram Michael Ji, CEO nos Estados Unidos, Ranieri Almeida, diretor-geral no Brasil, e Eduardo Rebelo, coordenador de Geologia. Fábio Feijó, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, expôs as condições oferecidas pelo Ceará. \"O que queremos é agregar valor aqui\", disse Feijó, segundo o Focus Poder. J. Macêdo apresentou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Afrânio Feitosa, que comanda a pasta de Desenvolvimento Econômico em Quixeramobim, resumiu a intenção da empresa em entrevista ao Focus Poder: \"Eles querem colocar uma refinaria de lítio aqui no Brasil, no Estado do Ceará e especificamente em Quixeramobim\". Feitosa disse ainda que a Rivaz se destaca de outras empresas nacionais pelo porte do projeto.

Pelo O POVO, Feitosa explicou que o município pode doar, ceder ou alugar terrenos e conceder incentivos, como em ISS, IPTU e licenças. Os terrenos de interesse pertencem à União, ao município e a particulares.

Perfil da empresa e concorrência

A Rivaz tem uma subsidiária de ônibus, a ENC, antiga ElDorado National California. Focus Poder e Sobral Online informam que a REV Group concluiu a venda dessa operação à companhia. Já a Rivaz Resources, braço de mineração, tem ativos nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil, na Argentina e na Austrália.

De acordo com a empresa, os projetos brasileiros ficam em território potiguar e paraibano. Somam 14 licenças de exploração, 1 pedido de lavra, em cerca de 120 km², e 150 reivindicações na região do Seridó.

No Ceará, a empresa não será a única. A Serdan, de Minas Gerais, prevê US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) em espodumênio em Quixeramobim e Banabuiú, com planta de carbonato no Pecém, segundo Focus Poder e Sobral Online. Em Minas, a CBL tem planta química em Divisa Alegre, que produz carbonato e hidróxido de lítio. O potencial geológico da região já foi tema de estudo do Serviço Geológico do Brasil sobre Solonópole.

Peso da mineração hoje nos municípios

Os dados de CFEM, a compensação paga pela mineração, mostram uma atividade ainda pequena na área. Em Quixeramobim, a arrecadação subiu de R$ 125,9 mil em 2021 para R$ 185,0 mil em 2023. Em Banabuiú, foi de R$ 32,8 mil para R$ 47,8 mil no mesmo intervalo. Quixadá somou R$ 112,4 mil em 2023, enquanto Senador Pompeu e Solonópole registraram valores próximos de zero. A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina.

O que ainda não se sabe

Segundo Focus Poder e Sobral Online, a próxima etapa técnica incluirá reservas, direitos minerários, energia, água, empregos e cronograma, e parte das informações ficará sob sigilo. O POVO diz que a empresa apresentou o valor do investimento, mas ele não foi divulgado.

Também não há informação sobre teor e reservas de lítio, sobre o andamento dos pedidos na ANM nem sobre o prazo de licenciamento. Faltam definir o local da refinaria, o número de empregos previstos, a tecnologia de refino e as fontes de energia e de água do projeto.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Municípios da área de interesse. Citar Quixeramobim como foco; mencionar as demais atribuindo a cada veículo ou de forma genérica.
  • Grafia da localidade. Usar Malacaxeta e Coqué (duas fontes); grafia a checar.
  • Unidade dos 200 mil t. Dizer 'até 200 mil toneladas', com 'por ano' atribuído ao O POVO.

O que as fontes não cobrem: Valor do investimento Teor e reservas de lítio Status dos pedidos na ANM e prazo de licenciamento Local definido da refinaria Empregos previstos Tecnologia de refino Fonte de energia e água

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