Setor de água mineral do Paraná fatura R$ 415,39 milhões em 2025, alta de 13,8%, aponta IAT
Volume comercializado chegou a 526,99 milhões de litros, e a CFEM do segmento somou R$ 3,5 milhões; três empresas respondem por 48,7% da arrecadação, segundo o informe do instituto.

O setor de água mineral do Paraná faturou R$ 415,39 milhões em 2025, alta de 13,8% sobre 2024, segundo o quarto informe mineral de 2026 do Instituto Água e Terra (IAT), divulgado em 13 de outubro. Os números foram publicados pela Rede Brasil de Televisão e pela CGN.
Em 2024, o faturamento havia sido de R$ 365,02 milhões. A variação confere com a conta feita a partir dos dois valores.
Água mineral: faturamento e volume em alta
O volume comercializado também cresceu. Pelo informe, o setor vendeu 526,99 milhões de litros em 2025, avanço de 8% sobre os 487,73 milhões de litros de 2024. O faturamento, portanto, subiu mais que o volume.
Os textos apurados não explicam a diferença. Não há, nas reportagens, informação sobre reajuste de preços, mudança de demanda ou de mix de produtos.
O Paraná tem 37 empresas de água mineral, distribuídas por 31 cidades. Juntas, elas somam 44 títulos da Agência Nacional de Mineração (ANM), todos com licença do IAT.
CFEM concentrada em oito municípios
A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) paga pelo segmento foi de R$ 3,5 milhões em 2025, alta de 14,7% sobre os R$ 3,05 milhões de 2024. A divisão legal destina 60% ao município produtor, 15% aos municípios afetados, 15% ao Estado e 10% à União.
Oito municípios concentram 75,2% da arrecadação. No topo do ranking está Quitandinha, com 25,3%, à frente de Toledo, que tem 13,6%. Completam o quarteto Foz do Iguaçu, com 9,8%, e Campo Largo, com 7,5%. Os outros quatro são Almirante Tamandaré, com 6,8%, Capitão Leônidas Marques e Iretama, ambos com 4,1%, e Iguaraçu, com 4%.
Os três primeiros lugares correspondem a empresas. Segundo o informe, a Baggio & Baggio, em Quitandinha, responde por 25,3%; a Pereira, em Toledo, por 13,6%; e a Jamra, em Foz do Iguaçu, por 9,8%. Somadas, as três ficam com 48,7% da arrecadação.
O peso da mineração no município
A série da ANM, que vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, permite dimensionar o que a CFEM representa em cada cidade, somando todas as substâncias. Esses valores não se restringem à água mineral.
Em Quitandinha, a CFEM passou de R$ 441,6 mil em 2021 para R$ 629,2 mil em 2022 e R$ 672,0 mil em 2023. Em Toledo, foi de R$ 419,7 mil para R$ 440,3 mil e depois R$ 479,0 mil. Em Foz do Iguaçu, a alta foi mais forte: R$ 194,0 mil em 2021, R$ 358,5 mil em 2022 e R$ 471,9 mil em 2023.
Campo Largo ficou praticamente estável, com R$ 3,5 milhões em 2021 e 2022 e R$ 3,6 milhões em 2023. Almirante Tamandaré subiu de R$ 1,1 milhão para R$ 1,4 milhão e chegou a R$ 1,9 milhão no último ano da série. Nessa cidade, o site noticiou a morte de um motorista eletrocutado em uma mineradora; a empresa não foi identificada e não há indicação de que atue com água mineral.
Em Capitão Leônidas Marques, a CFEM foi de R$ 3,9 mil em 2021 para R$ 4,2 mil em 2022 e R$ 53,2 mil em 2023. Iretama passou de R$ 70,1 mil para R$ 97,5 mil e R$ 116,9 mil. Em Iguaraçu, a série começa em R$ 0,0 mil em 2021, vai a R$ 82,3 mil em 2022 e chega a R$ 124,6 mil em 2023.
Licenciamento e controle de captações
O IAT emite a outorga de uso da água e a licença ambiental, documentos exigidos antes da concessão da ANM. Cabe ao instituto ainda acompanhar quantas captações existem e quais vazões foram autorizadas, de modo a evitar a superexploração dos aquíferos, além de mediar disputas pelo uso da água.
O que ainda não se sabe
As reportagens não trazem marcas e volume por empresa, o que impede saber quanto cada produtora vendeu. Também não informam o número de empregos do setor nem a participação do Paraná no mercado nacional de água mineral.
Ficam em aberto ainda o motivo da alta de preço ou de demanda e os dados de reservas e vazões outorgadas, que não aparecem nas matérias.
Fontes desta matéria
- REDE BRASIL DE TELEVISÃO, 13/10/2026
- CGN, 13/10/2026
- ANM, painel de CFEM por município, 14/10/2026
- Valor arredondado. Usar R$ 415,39 milhões, valor exato; a pauta arredonda para R$ 415,3 milhões.
O que as fontes não cobrem: Marcas e volume por empresa Número de empregos no setor Participação do Paraná no mercado nacional Motivo da alta de preço ou demanda Reservas e vazões outorgadas


