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Antofagasta produz 151,9 mil t de cobre no 3º trimestre, alta de 7%, e mantém meta de 2026

Mineradora listada em Londres atribui o avanço a Los Pelambres, no Chile, mas eleva a projeção de custo caixa por causa do diesel e apresenta guia preliminar para 2027.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Amostra de minério de cobre de cor alaranjada sobre fundo branco
Imagem ilustrativa. Foto: Michael Griswold / Pexels

A Antofagasta produziu 151,9 mil toneladas de cobre no 3º trimestre, volume 7% superior ao do 2º, segundo o Valor Econômico e a Tribuna do Agreste. A mineradora, listada na bolsa de Londres, divulgou os números em 15 de outubro e manteve a meta de produção de cobre para 2026.

Pelos dados publicados, o resultado equivale a 151.900 toneladas. Com base na alta de 7%, a Redação Mineração estima que o 2º trimestre tenha ficado em torno de 142 mil toneladas. Trata-se de um cálculo aproximado, não de um número informado pela empresa.

Los Pelambres puxa o avanço

Segundo o Valor Econômico e a Tribuna do Agreste, o crescimento veio do melhor desempenho operacional de Los Pelambres, mina da região de Coquimbo, no Chile. As reportagens não trazem a produção da unidade no período, nem detalham o que mudou na operação.

Também não há, nos textos apurados, números das demais minas do grupo, como Centinela, Antucoya e Zaldívar. Não é possível, portanto, medir quanto de cada operação compõe o total do trimestre.

Meta de 2026 segue intacta na Antofagasta

De acordo com a Tribuna do Agreste, a Antofagasta preservou a projeção de produção de cobre para 2026, que vai de 625 mil a 655 mil toneladas. Como referência, a produção de 2025 foi de 653.700 toneladas, valor que fica no limite superior da faixa projetada para este ano.

A manutenção da meta indica que a empresa não alterou a expectativa de volume para o ano. A produção acumulada até setembro, porém, não aparece nas reportagens, o que impede avaliar quanto falta para atingir a faixa.

Custo caixa sobe por causa do diesel

A revisão mais relevante do balanço operacional está nos custos. A Tribuna do Agreste informa que o custo caixa da Antofagasta, antes dos créditos de subprodutos, passou a ter projeção entre US$ 2,60 e US$ 2,70 por libra. Antes, a previsão da empresa ficava entre US$ 2,40 e US$ 2,60 por libra.

O jornal atribui a mudança ao diesel mais caro no mundo. As reportagens não detalham quanto do ajuste vem do combustível nem se outros itens de custo pesaram na revisão.

Guia preliminar para 2027

A empresa também apresentou uma projeção preliminar para 2027, de 630 mil a 690 mil toneladas de cobre. A faixa é mais ampla que a de 2026 e tem limite superior acima da produção registrada em 2025.

O cobre vem ganhando espaço no noticiário mineral brasileiro. Em outro recorte, o painel do Simineral mostrou que o metal puxou a alta das exportações minerais do Pará no primeiro semestre, embora a Antofagasta não opere no Brasil segundo as informações da ficha de apuração.

O que ainda não se sabe

As reportagens não informam a produção de Los Pelambres nem a das outras minas do grupo, Centinela, Antucoya e Zaldívar, no trimestre. Falta também a comparação com o 3º trimestre de 2025, o que impede saber se a alta de 7% reflete recuperação sobre um período fraco ou crescimento real contra o ano anterior.

Os textos tampouco trazem a produção acumulada no ano até setembro, a produção de subprodutos como ouro e molibdênio e a reação do mercado e do preço do cobre ao balanço.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Produção de Los Pelambres e de outras minas (Centinela, Antucoya, Zaldívar) no trimestre Comparação com o 3º trimestre de 2025 Produção acumulada no ano até setembro Produção de subprodutos como ouro e molibdênio Reação do mercado e do preço do cobre

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