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Exploração em Carajás

Bravo Mining incorpora projeto de cobre e ouro em Canaã dos Carajás e planeja 8.400 m de sondagem

Canaã Copper tem 6.185 hectares, vizinhos à mina Sossego, da Vale. Valores da transação não foram informados no comunicado, e a empresa busca uma possível primeira estimativa de recursos.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Canteiro com trabalhador e máquina de perfuração em operação sob céu ensolarado
Imagem ilustrativa. Foto: Freek Wolsink / Pexels

O Canaã Copper, projeto de cobre e ouro localizado em Canaã dos Carajás (PA), passou a integrar a Bravo Mining, que detém 100% da participação, segundo o Brasil Mineral, o Vitória News e o Portal Pebao. O plano inicial de sondagem soma 8.400 metros.

A propriedade tem 6.185 hectares e faz divisa com a mina Sossego e com o depósito Cristalino, ambos da Vale.

Aquisição da Bravo Mining sem valores divulgados

Segundo o Vitória News, o comunicado não informa os valores da transação. Também não se sabe se houve compra, opção ou acordo com a OZ Minerals, antiga operadora dos trabalhos na área.

A aquisição vem da divisão de Cobre-Ouro da Bravo, focada em alvos do tipo IOCG. Segundo o Brasil Mineral, o CEO Luis Azevedo afirma que Canaã é a primeira entrada da divisão no distrito.

O principal ativo da Bravo é Luanga, que está em estudo de pré-viabilidade (PFS) e tem como foco platinoides, ouro e níquel.

O que a OZ Minerals deixou

A OZ Minerals furou os alvos Tapuia e Gueroba entre 2019 e 2024. Foram 27 furos, somando 5.009 metros.

Segundo o Vitória News, o melhor intercepto histórico de Tapuia foi de 28,45 metros com 2,43% de cobre e 0,78 g/t de ouro. Em Gueroba, o melhor resultado histórico foi uma faixa de 15,85 metros que combina cobre a 1,74% e ouro a 0,14 g/t.

A Bravo valida o acervo herdado, que inclui 2.287 amostras de solo, 460 km de geofísica aérea, testemunhos e polpas.

A sondagem histórica é espaçada, com cerca de 100 metros entre seções. Por isso, a geometria e a continuidade da mineralização ainda são pouco definidas, conforme o Brasil Mineral e o Vitória News.

Programa de 8.400 metros

O programa começa por Tapuia, com cerca de 5.300 metros em malha de 50 m × 50 m. Depois, vêm cerca de 3.100 metros em Gueroba. A soma chega aos 8.400 metros.

O objetivo é subsidiar uma possível primeira estimativa de recursos no padrão NI 43-101.

Ao Brasil Mineral, Luis Azevedo afirmou que o foco imediato é conferir os dados históricos e dar início aos furos em Tapuia e Gueroba.

Campo Grande e o peso da mineração no município

O Brasil Mineral registra ainda o potencial de níquel e cobre em Campo Grande. Lá há uma anomalia de solo acima de 1% de níquel, em cerca de 700 m × 150 m, junto a garnierita.

Para dimensionar o peso da mineração em Canaã dos Carajás, a CFEM arrecadada no município foi de R$ 1.857,0 milhões em 2021, R$ 1.060,7 milhões em 2022 e R$ 1.043,5 milhões em 2023, segundo o painel da ANM. A série vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, de modo que não indica a contribuição de áreas vizinhas ao Canaã Copper.

O que ainda não se sabe

O comunicado não esclarece o valor e a forma da aquisição, seja compra, opção ou acordo com a OZ Minerals. Tampouco há cronograma e orçamento do programa de sondagem, nem data para a primeira estimativa de recursos. Também não está claro se a Vale tem algum direito ou relação com a área.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Valor e forma da aquisição (compra, opção, acordo com a OZ Minerals) Cronograma e orçamento do programa de sondagem Quando sai a primeira estimativa de recursos Se a Vale tem algum direito ou relação com a área

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