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Eneva conclui venda da térmica Itaqui, no Maranhão, à Diamante e deixa a geração a carvão

Empresa recebeu R$ 365,3 milhões em dinheiro e passou a deter 100% da PPTM. Pagamento adicional de até R$ 467 milhões depende de antecipação no contrato do leilão LRCap 2026.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Usina térmica a carvão emitindo fumaça de suas chaminés em dia nublado
Imagem ilustrativa. Foto: Tanhauser Vázquez R. / Pexels

A Eneva concluiu a venda da Usina Termelétrica (UTE) Itaqui, no Maranhão, para a Diamante, e deixa a geração a carvão. A operação foi fechada na quarta-feira, 21 de outubro de 2026, segundo a TV Sim Brasil e a Agência iNFRA.

A empresa recebeu R$ 365,3 milhões em dinheiro, valor que já considera ajustes e correções previstos em contrato, de acordo com os dois veículos.

Permuta amplia a fatia da Eneva na PPTM

A operação foi estruturada como permuta. Em vez de receber apenas em caixa, a Eneva fica com os 50% restantes da PPTM e passa a deter 100% da empresa. A Agência iNFRA afirma que a PPTM consolida a participação integral da Eneva no Hub Ceará.

O contrato da permuta foi assinado em 1º de setembro, segundo a Agência iNFRA.

Os dois veículos divergem na identificação do comprador e na descrição da transação. A TV Sim Brasil cita Diamante Energia e diz que a Eneva transferiu a usina e recebeu os 50% da PPTM. A Agência iNFRA fala em Diamante Geração de Energia e em transferência de 50% das ações da PPTM. Esta reportagem adota Diamante Energia e trata o negócio como permuta, em que a Eneva chega a 100% da PPTM, conforme a TV Sim Brasil.

Pagamento adicional depende do leilão

Há ainda a possibilidade de a Eneva receber até R$ 467 milhões a mais, valor sujeito a correção monetária. Segundo a TV Sim Brasil e a Agência iNFRA, o montante depende da antecipação do início do suprimento no contrato do LRCap 2026, leilão promovido pela Aneel.

Pela TV Sim Brasil, a térmica segue em operação sob a Diamante. O contrato do LRCap 2026 vai de 2031 a 2041, ou seja, dez anos.

Eneva deixa o carvão e foca em gás

Com a venda, a Eneva encerra sua participação em carvão. Segundo os dois veículos, a saída começou em agosto de 2026, com a venda da UTE Pecém II.

A TV Sim Brasil informa que a companhia concentra a estratégia em gás natural e que avaliou campos de gás na Venezuela em outubro.

Peso da mineração em São Luís

A usina fica no Maranhão, e a térmica é uma indústria de energia, não uma mina. Ainda assim, os dados da ANM ajudam a medir o tamanho da atividade mineral na capital maranhense. Segundo o painel de CFEM por município, São Luís arrecadou R$ 222,4 mil em 2021, R$ 248,3 mil em 2022 e R$ 301,9 mil em 2023.

A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina. O painel integra o conjunto de ferramentas descrito no guia Mapa da Mina, da ANM.

O que ainda não se sabe

As fontes não informam o valor total da transação nem o valor atribuído à PPTM, o que impede somar o que a Eneva entregou e o que recebeu. Também não cobrem a potência da UTE Itaqui.

Outro ponto em aberto é o prazo e a probabilidade da antecipação que liberaria o pagamento adicional. Sem isso, não é possível saber se os R$ 467 milhões entrarão no caixa da Eneva.

Tampouco há estimativa do impacto financeiro da operação para a empresa. As fontes também não esclarecem quem controla a Diamante.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Comprador e forma da operação. Usar Diamante Energia; descrever como permuta em que a Eneva fica com 100% da PPTM, conforme TV Sim e a lógica da operação.

O que as fontes não cobrem: Valor total da transação e valor atribuído à PPTM Potência da UTE Itaqui Prazo e probabilidade da antecipação que liberaria o pagamento adicional Impacto financeiro para a Eneva Quem controla a Diamante

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