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MPT-BA abre inquérito para apurar morte de operário atropelado por motoniveladora em mina da Ero em Jaguarari

José Ronaldo Silva de Carvalho, de 45 anos, morreu na unidade Caraíba, em Pilar. Polícia Civil investiga o caso, e a empresa interrompeu a produção por 24 horas. A dinâmica do acidente ainda não está confirmada.

Por Redação MineraçãoLeitura de 4 min
Túnel escuro com veículo abandonado e uma luz acesa ao fundo
Imagem ilustrativa. Foto: Alejandro De Roa / Pexels

O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) abriu um inquérito para investigar a morte de um trabalhador da mina subterrânea de Pilar, em Jaguarari, no norte do estado. A unidade pertence à Ero Brasil. O órgão divulgou a investigação na segunda-feira, 26 de outubro, segundo o Aratu On.

A vítima, com 45 anos, foi identificada como José Ronaldo Silva de Carvalho. O acidente ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro, na unidade Caraíba. O Blog do Waldiney Passos informa que foi à noite. O Aratu On não indica o horário.

Duas versões preliminares para o acidente

A dinâmica ainda não foi confirmada, e as duas fontes divergem nos detalhes. Ambas concordam que quem atingiu o trabalhador foi a motoniveladora.

Segundo o Aratu On, que trata a informação como preliminar, ele teria caído da máquina e sido atropelado por ela. O veículo menciona ferimento na perna.

O Blog do Waldiney Passos, também com informações preliminares, conta outra sequência. Ele teria descido da Patrol para abrir uma válvula manualmente, a máquina teria se movimentado e o atingido na rampa principal. O blog afirma ainda que a motoniveladora foi achada batida contra a parede da galeria e que um funcionário terceirizado, que descia a mina em outro equipamento, encontrou a vítima caída.

Sobre o socorro, o Aratu On diz que ele foi atendido com vida pela equipe da empresa e morreu durante o atendimento médico. Nenhuma das fontes informa a hora da morte.

O que o MPT e a Polícia Civil investigam

Pelo Aratu On, o MPT apura as responsabilidades do empregador e o cumprimento das normas de segurança do trabalho. O Ministério Público também quer pedir dados à SRT-BA, a superintendência regional do setor no estado.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Jaguarari, registrou a ocorrência. Segundo o Aratu On, a delegacia emitiu guias para remoção do corpo e para perícia e está ouvindo pessoas ligadas ao caso.

Ero Brasil para a produção e promete colaborar

Segundo o Aratu On, a Ero Brasil paralisou por 24 horas a produção da unidade Caraíba, que reúne as minas de Pilar, Vermelhos e Surubim. Durante o período, só serviços essenciais continuaram em funcionamento.

A empresa afirma que presta assistência à família e colabora com as apurações. Segundo ela, o trabalhador era funcionário desde 2012. A companhia não comentou a dinâmica do acidente nas informações reunidas até aqui.

A vítima era natural de Campo Formoso e já havia trabalhado em Jacobina, também na Bahia. Deixa a esposa e duas filhas, de acordo com o Aratu On e o blog.

O peso da mineração em Jaguarari

A mineração tem peso na economia do município. Pelo painel de CFEM da ANM, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral arrecadada em Jaguarari foi de R$ 20,7 milhões em 2021, R$ 23,4 milhões em 2022 e R$ 16,5 milhões em 2023. A série vai até 2023 e não separa os valores por mina, de modo que não é possível atribuir o montante a Pilar.

Para comparação, a mesma base registra em Campo Formoso R$ 2,7 milhões em 2021, R$ 1,7 milhões em 2022 e R$ 1,8 milhões em 2023. Em Jacobina, os valores foram de R$ 26,2 milhões, R$ 26,5 milhões e R$ 27,3 milhões, na mesma ordem. O peso do setor na geração de vagas no estado aparece em levantamento recente sobre minerais críticos na Bahia, com dados do portal da ANM.

O que ainda não se sabe

As fontes não trazem a causa confirmada do acidente nem o laudo da perícia. Também não está claro se a SRT-BA fez inspeção ou interditou a mina, nem se a ANM foi acionada.

Não há informação sobre a retomada da produção depois das 24 horas de parada nem sobre o histórico de acidentes na unidade Caraíba. Tampouco foram divulgados o número do inquérito e o prazo da investigação.

Outro ponto em aberto é o vínculo de trabalho. A Ero Brasil diz que a vítima era funcionária desde 2012, mas as fontes não confirmam se ele era empregado direto no momento do acidente, nem esclarecem a situação do terceirizado que o encontrou. A empresa não se manifestou sobre a dinâmica do acidente.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Dinâmica do acidente. Apresentar como apuração preliminar, atribuindo cada versão à sua fonte; sem afirmar causa. Ambas concordam que o atingido foi a motoniveladora.
  • Nome da vítima. Usar nome completo conforme Aratu On (que cita MPT); compatível com o blog.
  • Socorro e local da morte. Relatar as duas informações como complementares, atribuídas; sem afirmar hora da morte.

O que as fontes não cobrem: Causa confirmada do acidente e laudo da perícia Se a SRT-BA fez inspeção ou interditou a mina Se a retomada da produção ocorreu após as 24 horas Se a Ero comentou a dinâmica do acidente Histórico de acidentes na unidade Caraíba Se a vítima era empregado direto (a Ero diz que sim) e o vínculo do terceirizado Número do inquérito e prazo da investigação Se a ANM foi acionada

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