Bahia integra delegação do Brazil Mining Day 2026, em Sydney, para atrair investimentos minerais
Governo baiano vai à Austrália por meio da SDE e da CBPM. O encontro reúne governos, empresas e investidores, e a pauta inclui minerais críticos. A Bahia não informou projetos nem valores.

A delegação brasileira que vai ao Brazil Mining Day 2026 terá a Bahia entre seus integrantes. O evento será em Sydney, cidade australiana. O estado participa por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). O objetivo é atrair investimentos para o setor mineral baiano. A participação foi divulgada em 26 de outubro, pelo governo estadual e pelo site Alô Alô Bahia.
Segundo o governo baiano, o Brazil Mining Day reúne governos, empresas e investidores. A pauta inclui negócios, minerais críticos, inovação e sustentabilidade.
Quem organiza e quem apoia o Brazil Mining Day
O Brazil Mining Day integra a Brazil Week Australia 2026, que completa cinco anos. A organização é da Câmara de Comércio Brasil-Austrália, com a ADIMB.
O apoio vem da Embaixada da Austrália em Brasília, da Austrade e da Trade and Investment Queensland, conforme o site oficial do governo da Bahia.
O programa do dia prevê debates sobre o potencial geológico brasileiro e as cadeias de valor. Também entra na agenda o interesse de empresas australianas de exploração mineral no Brasil.
Minerais críticos no centro da conversa
O governo baiano destaca a afinidade geológica entre os dois países. Dos 31 minerais considerados críticos pelos governos do Brasil e da Austrália, 27 ocorrem nos dois territórios.
Entre os minerais em evidência estão o lítio, usado em baterias, e o nióbio, aplicado em aços e ligas. Aparecem também as terras raras, grupo de 17 elementos.
O tema já aparece em outras pautas do setor. No plano federal, os minerais críticos também entraram na agenda externa do novo mandato de Lula. Sobre o peso do tema no estado, o portal da ANM mostra os empregos ligados a esses minerais na Bahia.
Representação da SDE e o IMARC
A secretaria será representada por Amanda Silva, que dirige a área de Fomento ao Desenvolvimento Econômico. Em declaração divulgada pelo governo, ela afirmou:
"Participar de uma agenda como essa é uma oportunidade de ampliar o diálogo com atores estratégicos do setor mineral internacional", disse ela, segundo o governo da Bahia.
Logo depois do Brazil Mining Day, Sydney recebe o IMARC 2026, de 27 a 29 de outubro. A expectativa é de 12 mil participantes, 500 palestrantes e representantes de 120 países. Segundo o governo baiano, o evento terá ministros de cerca de 50 nações.
O peso da mineração em Salvador
A CFEM, compensação paga pela mineração, ajuda a dimensionar a atividade na capital baiana. Segundo o painel da ANM, Salvador arrecadou R$ 804,7 mil em 2021, R$ 1,1 milhões em 2022 e R$ 787,5 mil em 2023.
A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina. Os números, portanto, não indicam a origem da arrecadação nem o potencial de novos projetos.
O que ainda não se sabe
Os comunicados do governo baiano e a reportagem do Alô Alô Bahia não informam quais projetos do estado serão apresentados em Sydney. Também não dizem quais empresas australianas têm interesse na Bahia.
Não há indicação de valores de investimento previstos. Tampouco foram divulgados o custo e a composição da delegação. Não há registro de acordos ou memorandos assinados durante a participação baiana.
Fontes desta matéria
- Alô Alô Bahia, 26/10/2026
- ba.gov.br, 26/10/2026
- ANM, painel de CFEM por município, 27/10/2026
O que as fontes não cobrem: Projetos baianos que serão apresentados Empresas australianas com interesse na Bahia Valores de investimento previstos Custo e composição da delegação Acordos ou memorandos assinados


