Dez projetos de minerais críticos no Brasil somam R$ 39,4 bilhões em investimentos, aponta Valor
Levantamento feito com o MME e empresas reúne obras da implantação à produção; novo marco, aprovado em setembro, deve destravar financiamento e atrair mais aportes

Os dez principais projetos de minerais críticos em andamento no Brasil somam R$ 39,4 bilhões em investimentos. O número vem de levantamento do Valor Econômico, feito com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com empresas do setor.
Segundo o jornal, a lista reúne empreendimentos em estágios variados, da implantação à produção, e com minérios diversos, de terras-raras a insumos para fertilizantes. O Valor também afirma que o novo marco do segmento, aprovado em setembro, deve destravar financiamento e atrair mais aportes.
O que o levantamento mostra
O recorte do Valor trata de dez iniciativas e de um valor agregado. Na ficha de apuração disponível para esta reportagem não constam os nomes dos projetos, as empresas responsáveis nem o valor de cada um, e o Mineração não tem como detalhá-los.
Também não há informação sobre os estados e municípios onde ficam as obras, nem sobre o cronograma. Por isso, o total de R$ 39,4 bilhões deve ser lido como uma soma de intenções e obras de naturezas distintas, não como capital já aplicado.
Marco dos minerais críticos e financiamento
A Política Nacional de Minerais Críticos, que recebeu sanção presidencial, busca estimular o beneficiamento no país antes da exportação, segundo a Rádio Itatiaia. O Mineração já noticiou que a lei inclui fertilizantes entre os minerais críticos e que o setor ainda aguarda a regulamentação.
Antes do marco, o poder público já havia lançado instrumentos de financiamento. De acordo com a Itatiaia, um fundo de investimento em participações (FIP) de minerais estratégicos foi lançado em fevereiro de 2024, com meta de R$ 1 bilhão e foco em empresas de pequeno e médio porte.
Em janeiro de 2025, BNDES e Finep anunciaram R$ 5 bilhões em crédito, participação societária e recursos não reembolsáveis. Conforme a emissora, o programa cobre lítio, terras raras, níquel, grafite e silício e também alcança as cadeias de baterias, de produção fotovoltaica e de ímãs permanentes.
Outros incentivos
A Itatiaia cita, com base na Agência Nacional de Mineração (ANM), outras ferramentas de estímulo ao setor: debêntures incentivadas, benefícios fiscais, regimes especiais para importação de máquinas e parcerias com Estados Unidos e Japão.
O tema tem desdobramentos fora do país. A Aclara, por exemplo, estima um custo maior para a refinaria nos Estados Unidos que processará carbonato de terras-raras de Carina (GO), como o Mineração noticiou em reportagem recente. A obra depende de financiamento.
O que ainda não se sabe
O material apurado não identifica os dez projetos, as empresas responsáveis nem o valor de cada um. Também não informa em que municípios e estados ficam, nem o cronograma e o estágio de cada um.
Falta ainda o nome da lei que instituiu o novo marco, a data exata de aprovação e a de sanção. Não está claro quanto dos R$ 39,4 bilhões já foi desembolsado, nem de que maneira o marco destravaria o acesso a financiamento, como afirma o Valor.
Fontes desta matéria
- Valor Econômico, 15/10/2026
- Rádio Itatiaia, 13/10/2026
O que as fontes não cobrem: Quais são os dez projetos, empresas responsáveis e valor de cada um Municípios e estados dos projetos Cronograma e estágio de cada projeto Nome da lei do novo marco e data exata de aprovação e sanção Quanto do R$ 39,4 bilhões é capital já desembolsado Como o marco destravaria o acesso a financiamento


