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Minério de ferro

Minério de ferro cai 1,16% em Dalian e acumula queda de 4,25% em dois pregões

Contrato de janeiro recuou na sexta, 9 de outubro, após tombo de 3,12% na quinta. O Valor Econômico atribui o movimento a sinais de demanda enfraquecida da siderurgia chinesa.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Metal fundido sendo vazado em uma fundição, em processo industrial de siderurgia
Imagem ilustrativa. Foto: Bence Szemerey / Pexels

O minério de ferro fechou em baixa na Bolsa de Commodities de Dalian, na China, na sexta-feira, 9 de outubro de 2026. Segundo o Valor Econômico, o recuo foi de 1,16%, e o mercado reagiu a sinais de demanda enfraquecida da siderurgia chinesa.

O movimento vem na sequência de uma queda mais forte. Na quinta-feira, 8 de outubro, o contrato perdeu 3,12% no primeiro pregão após a semana de feriado na China, em que não houve negociação. Pela conta da redação, que encadeia as duas variações, a perda acumulada nos dois pregões é de aproximadamente 4,25%.

Contrato de janeiro lidera as negociações do minério de ferro

O contrato de janeiro, o mais negociado, terminou a sexta-feira cotado a US$ 101,8, de acordo com o Valor Econômico. O jornal não informou, na cobertura de sexta, a cotação em yuans nem o volume negociado.

Na quinta, o mesmo contrato havia fechado a 682,50 yuans, o equivalente a US$ 101,80, segundo o Valor Econômico e o EuQueroInvestir. Os dois veículos concordam quanto à queda de 3,12% naquele dia.

Valor em dólar pede cautela

Há uma incoerência nos números em dólar. O Valor Econômico publicou praticamente o mesmo preço, US$ 101,8 e US$ 101,80, para a quinta e para a sexta. Como a sexta teve queda de 1,16%, os dois valores não deveriam coincidir. A redação não calculou o preço de sexta em yuans e atribui o dado em dólar ao jornal, sem confirmação independente.

Menor patamar do minério de ferro desde junho de 2025

A cotação de quinta-feira foi a mais baixa desde junho de 2025, segundo a consultoria Mysteel, citada pelo Valor Econômico. A consultoria relacionou o nível à deterioração das condições das siderúrgicas chinesas, principais compradoras do minério de ferro.

A First Futures, consultoria citada pelo jornal, aponta duas pressões simultâneas sobre o preço: margens apertadas na siderurgia e perspectiva de mais oferta da matéria-prima.

"A rentabilidade entre as siderúrgicas continua sob pressão enquanto a oferta de minério deve subir", afirmou a First Futures, consultoria, segundo o Valor Econômico.

Com margens baixas, as usinas tendem a comprar menos ou a pagar menos pelo insumo. Uma oferta maior reforça esse efeito sobre as cotações.

Imóveis na China seguem no radar

O EuQueroInvestir noticiou também, em 8 de outubro, uma projeção da S&P Global Ratings para o setor imobiliário chinês, grande consumidor de aço. Segundo a agência, os preços dos imóveis devem chegar ao piso no terceiro trimestre de 2028. As grandes cidades, ainda de acordo com a avaliação, devem se recuperar em 2027.

A projeção não trata do minério de ferro diretamente, e os veículos consultados não ligam a queda de sexta a ela. O dado ajuda, porém, a situar o cenário da demanda por aço no país.

Reflexos para o mercado brasileiro

O Brasil é grande fornecedor de minério de ferro à China, e o preço em Dalian é uma das referências do setor. Para outros reflexos nas empresas, a redação publicou que a Usiminas entrou na carteira small caps do BB Investimentos em outubro, com o banco citando preços do aço entre os argumentos. Em outra frente, o BTG avalia que o real forte deve reduzir o lucro em reais de Vale e siderúrgicas nos próximos balanços.

O que ainda não se sabe

As fontes consultadas não trazem a cotação em yuans do fechamento de sexta, o que impede conferir o valor em dólar divulgado. Também não há informação sobre o volume negociado em Dalian nem sobre o preço do minério em Cingapura, outra referência do mercado.

Não há registro de reação de Vale, BHP ou Rio Tinto, nem avaliação do impacto sobre as empresas brasileiras. Faltam, ainda, dados de estoques nos portos chineses e de produção de aço, que permitiriam medir o tamanho do enfraquecimento da demanda apontado pelo Valor Econômico.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Preço em dólar na sexta e na quinta. Mesmo valor em dólar nos dois dias é incoerente com a queda de 1,16%; não calcular o preço de sexta em yuan e tratar o US$ 101,8 da sexta com cautela, atribuindo ao Valor.
  • Queda da quinta. Sem divergência; é dado de quinta, não da pauta de sexta.

O que as fontes não cobrem: Cotação em yuans do fechamento de sexta Volume negociado em Dalian Preço do minério em Cingapura Reação de Vale, BHP, Rio Tinto ou impacto nas empresas brasileiras Dados de estoques nos portos chineses e produção de aço

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