Minério de ferro cai 1,1% em Dalian e frete marítimo à China supera US$ 40
Contrato de janeiro recuou na bolsa chinesa, e o custo do transporte agrava o quadro das brasileiras. Para o colunista Gustavo Roque, da CNN Infra, a pressão chega às mineradoras e aos municípios dependentes de royalties.

O preço do minério de ferro fechou em queda de 1,1% na bolsa de Dalian, na China, no contrato de janeiro, o mais negociado, ao mesmo tempo em que o frete marítimo para o mercado chinês ultrapassou US$ 40. A combinação aperta as mineradoras brasileiras, segundo reportagens publicadas pela Acia Araçatuba e pelo Vero Notícias, que reproduzem análise do colunista Gustavo Roque, da CNN Infra.
Pelo Vero Notícias, o contrato recuou para US$ 101,11 por tonelada. A Acia Araçatuba não traz o valor absoluto, só a queda de 1,1%. Nenhuma das duas reproduções informa o preço anterior nem a variação acumulada na semana ou no mês.
Frete maior agrava o quadro do minério de ferro
Segundo as duas publicações, o frete marítimo ao mercado chinês supera US$ 40, o que piora o cenário das exportadoras do Brasil. As reproduções não detalham a rota, o tipo de navio nem a tendência do custo nos próximos meses.
Para Roque, a situação é cíclica e se repete em ciclos antigos do setor de ferro. Ele afirma que o desafio maior está no que a empresa consegue controlar: custo de produção, transporte interno e beneficiamento.
O colunista cita ainda a criação de terminais logísticos como forma de reduzir o custo do frete antes de a carga chegar aos portos para embarque. As publicações não dizem quais mineradoras fazem isso.
Pequenas e médias são mais vulneráveis
De acordo com Roque, citado pelo Vero Notícias, as mineradoras de menor porte sofrem mais porque dependem de logística terceirizada. O custo de transporte, nesse caso, fica fora do alcance de quem produz.
Um caso recente de ajuste no setor é o da JMN Mineração, que suspendeu a operação em Minas Gerais e citou logística cara entre os motivos. A ficha de apuração não relaciona essa decisão à queda em Dalian, e a empresa não é mencionada pelo colunista.
Já as companhias mais capitalizadas, na leitura de Roque, se preparam para o próximo ciclo de alta. Ele vê a atual fase como uma possível desaceleração pontual no ferro.
"Vai ser um momento difícil, mas algumas mineradoras já estão se ajustando e outras talvez precisem se ajustar", disse Gustavo Roque, colunista da CNN Infra.
Municípios dependentes de royalties
A preocupação do colunista vai além das empresas. Onde uma única mineradora sustenta a economia local, a receita municipal pode depender dos royalties em 50%, 60% ou mais, afirma ele, segundo a Acia Araçatuba.
Uma produção menor pode afetar empregos, transporte e a arrecadação de royalties, de acordo com as duas publicações. Roque defende que esses municípios invistam em diversificação econômica local.
As reproduções não citam cidades específicas nem valores de royalties em risco. Por isso, não é possível dimensionar quanto da arrecadação de cada município está exposta à queda do preço.
O mercado já vem tratando o setor com cautela. O Goldman Sachs cortou o Ebitda e o preço-alvo de Usiminas, CSN e CSN Mineração antes dos resultados do terceiro trimestre, citando custos altos e demanda fraca. Esse movimento do banco é independente da análise de Roque.
Minerais críticos seguem outra dinâmica
Roque separa os chamados minerais críticos, como lítio e terras raras, do minério de ferro. Na avaliação dele, esses insumos têm dinâmica distinta, puxada pela transição energética, e não sofrem do mesmo modo o ciclo do ferro.
O que ainda não se sabe
As reproduções não informam o nome das mineradoras atingidas nem das que criam terminais logísticos. Também faltam o preço anterior do minério e a variação acumulada na semana ou no mês, além dos municípios específicos e dos valores de royalties em risco.
Não há dados sobre o efeito da queda nas guias de produção, nas margens ou nos resultados das empresas. A origem do frete citado, com rota e tipo de navio, e a tendência para os próximos meses também não aparecem. Por fim, a coluna original da CNN Infra não foi consultada diretamente; a apuração se baseou apenas nas reproduções da Acia Araçatuba e do Vero Notícias.
Fontes desta matéria
- Acia Araçatuba, 18/10/2026
- Vero Notícias, 18/10/2026
O que as fontes não cobrem: Nome das mineradoras atingidas ou que criam terminais logísticos Preço anterior e variação acumulada do minério na semana ou no mês Municípios específicos e valores de royalties em risco Efeito sobre guias de produção, margens ou resultados das empresas Origem do frete citado (rota e tipo de navio) e tendência para os próximos meses Fonte original da coluna (CNN Infra) não consultada diretamente; só reproduções


