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JMN Mineração suspende operação em Minas e prevê 49 demissões; retomada está sem prazo

Unidade do Grupo J. Mendes entre Piracema e Desterro de Entre Rios parou em outubro de 2026. Parte da equipe irá para a Ferro+ Mineração, e o grupo cita escala menor, logística cara e minério de qualidade inferior.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Escavadeira carrega rochas em um caminhão basculante em uma pedreira
Imagem ilustrativa. Foto: Harshal . / Pexels

A JMN Mineração, do Grupo J. Mendes, suspendeu a operação de sua unidade em Minas Gerais em outubro de 2026, e não há prazo para a retomada. A mina fica entre Piracema e Desterro de Entre Rios, na região Central do estado. A informação consta de reportagens da CPG Click Petróleo e Gás e da Folha do Povo Itaúna.

A empresa prevê 49 desligamentos, segundo esclarecimentos prestados ao jornal Correio de Minas. Parte da equipe será transferida para a Ferro+ Mineração, do mesmo grupo.

Segundo o Diário do Comércio, as demissões começaram em 6 de outubro, e a paralisação ocorreu em 7 de outubro. A Folha do Povo traz as mesmas datas. Já um comunicado a fornecedores, citado pelo Correio de Minas, indica o dia 6 para a parada.

JMN Mineração mantém equipe mínima e promete apoio aos trabalhadores

Um grupo de funcionários permanece na unidade para manutenção, segurança e conservação dos equipamentos, segundo a empresa. O grupo afirma que manterá contato com os sindicatos, garantirá os direitos dos trabalhadores e dará apoio à recolocação.

A Ferro+ Mineração fica entre Congonhas e Ouro Preto e, segundo a reportagem da CPG, segue em operação normal.

Por que o grupo parou a mina

Pelas reportagens, a empresa aponta quatro razões: escala menor de produção, logística cara por causa da localização, minério de qualidade inferior ao da Ferro+ e mercado adverso para o produto.

Antes de suspender, o grupo avaliou férias coletivas, suspensão de contratos e ganhos de eficiência. As medidas, segundo a empresa, não bastaram.

Conforme o Diário do Comércio, a mina representa aproximadamente 10% do minério de ferro produzido pelo grupo.

Corte anterior, em janeiro de 2025

A paralisação vem depois de um ajuste anterior. Em janeiro de 2025, o efetivo da JMN caiu de 359 para 125 pessoas, e a operação passou a funcionar em um turno. A diferença equivale a 234 vagas.

O site do Grupo J. Mendes menciona 2 milhões de toneladas para a JMN, mas sem indicar o período. Por isso, o número não serve como medida da produção atual da unidade.

Outras mineradoras também reduziram

O Diário do Comércio informa que Cabo Verde, CSN Mineração, Itaminas e Usiminas também pararam ou reduziram operações. No caso da Usiminas, o site já noticiou que o Citi cortou o preço-alvo da empresa e prevê pressão na mineração após a paralisação de um terço da capacidade em setembro.

O peso da mineração nos municípios

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) ajuda a dimensionar a atividade nas cidades da região. Pelo painel da Agência Nacional de Mineração (ANM), Piracema arrecadou R$ 10,5 milhões em 2021, R$ 9,3 milhões em 2022 e R$ 8,6 milhões em 2023. Desterro de Entre Rios somou R$ 7,6 milhões, R$ 12,2 milhões e R$ 8,8 milhões nos mesmos anos.

Os valores são municipais e incluem toda a atividade mineral local. A série da ANM vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, de modo que não é possível isolar a parcela da JMN.

Para comparação, Congonhas, onde está a vizinhança da Ferro+, arrecadou R$ 569,5 milhões em 2021, R$ 272,6 milhões em 2022 e R$ 309,1 milhões em 2023. Ouro Preto registrou R$ 68,3 milhões, R$ 85,5 milhões e R$ 107,8 milhões.

O que ainda não se sabe

Não há informação da empresa sobre o total de empregados da JMN na data da suspensão nem sobre quanto a mina produz hoje, em toneladas. Também não está claro quantos dos 49 desligamentos já foram concluídos e quantos trabalhadores serão transferidos para a Ferro+.

As reportagens não trazem a posição dos sindicatos. Tampouco há indicação de quais condições de preço ou de mercado levariam o grupo a retomar a operação.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Dia de início da paralisação. Usar 7 de outubro atribuído ao Diário do Comércio, mencionando que comunicado a fornecedores indica dia 6.

O que as fontes não cobrem: Efetivo total da JMN no momento da suspensão Produção atual da JMN em toneladas Quantos desligamentos já foram concluídos e quantos serão transferidos Posição dos sindicatos Condições de preço ou mercado para retomada

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