Mineração O Brasil mineral em pauta.
CSN Mineração

CSN Mineração reduz minério de baixa qualidade e revisa guidance para 2026

Companhia corta produção na Planta de Beneficiamento a Seco de Pires, em Ouro Preto, e diz que a medida pode ser revertida se as margens melhorarem

Por Redação MineraçãoLeitura de 2 min
Vista aérea de instalação industrial de mineração com esteiras transportadoras e maquinário
Imagem ilustrativa. Foto: Tom Fisk / Pexels

Em fato relevante, a CSN Mineração (CMIN3) comunicou o corte temporário da produção de minério de baixa qualidade em uma unidade específica: a planta que faz beneficiamento a seco no complexo de Pires, localizado em Ouro Preto (MG). Junto com o anúncio, a empresa revisou o guidance de produção e de compras de terceiros para 2026, além do custo caixa C1 projetado para o ano.

Segundo o Money Times, o Valor Econômico e o financenews.com.br, o comunicado foi divulgado nesta terça-feira. O anúncio ocorreu na mesma semana em que os papéis CMIN3 acumularam queda expressiva em cinco pregões.

Novo intervalo de produção da CSN Mineração

Com a revisão, a CSN Mineração passa a projetar produção e compras de terceiros entre 39 milhões de toneladas e 41 milhões de toneladas para 2026. O intervalo anterior ia de 45 milhões de toneladas a 47 milhões de toneladas, o que representa um corte de até 6 milhões de toneladas no teto do guidance.

A companhia atribuiu a mudança a um mercado mais apertado e à alta do custo de frete, sem detalhar valores adicionais sobre o impacto financeiro da revisão.

O frete marítimo para transporte de minério à China dobrou em 2026, segundo reportagem publicada pelo Mineração, movimento que já havia levado a Vale a revisar compras de terceiros para preservar margens. A CSN Mineração segue lógica semelhante na revisão anunciada agora.

Custo caixa da CSN Mineração também sobe

Para o ano que vem, a projeção de custo caixa C1 foi ajustada para patamar mais alto. A faixa anterior, de US$ 22 a US$ 23,5 por tonelada, passou a ser de US$ 25 a US$ 26 por tonelada.

No documento enviado ao mercado, a CSN Mineração afirmou que a medida "pode ser revertida a qualquer momento, sem maiores consequências, mas desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério".

A companhia não detalhou por quanto tempo a redução na planta de Ouro Preto deve durar, nem apresentou cronograma para uma eventual retomada dos volumes anteriores.

Peso da mineração em Ouro Preto

O painel de CFEM por município da ANM mostra crescimento da arrecadação em Ouro Preto: a Compensação Financeira pela Exploração Mineral passou de R$ 68,3 milhões em 2021 para R$ 107,8 milhões em 2023. A série da ANM vai até 2023 e não separa a arrecadação por mina, de modo que não é possível isolar a participação específica do complexo de Pires nesses valores.

Os números ajudam a dimensionar o peso da atividade mineral no município, onde a CSN Mineração opera ao lado de outras empresas do setor.

O que ainda não se sabe sobre a CSN Mineração

A CSN Mineração não informou o impacto financeiro estimado da revisão de guidance para o resultado da companhia em 2026. Também não foi divulgado o número de funcionários afetados pela redução de atividades na Planta de Beneficiamento a Seco de Pires. Por fim, a empresa não apresentou comparação entre seu novo guidance e as projeções de produção de concorrentes para o mesmo ano.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Impacto financeiro estimado da revisão de guidance Número de funcionários afetados pela redução de atividades Comparação com guidance de concorrentes para 2026

Viu um erro nesta matéria? Avise a redação

Leia também