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Siderurgia

Goldman Sachs corta Ebitda e preço-alvo da Usiminas, CSN e CSN Mineração antes do 3T

Banco reduz projeções do setor siderúrgico por custos altos e demanda fraca; Usiminas leva o maior corte, e a Gerdau é a exceção. Morgan Stanley também vê margens pressionadas.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Metal derretido sendo vazado em uma fundição, em close
Imagem ilustrativa. Foto: Bence Szemerey / Pexels

O Goldman Sachs cortou, antes de as empresas divulgarem os resultados do 3T, as estimativas de Ebitda e os preços-alvo de Usiminas, CSN e CSN Mineração. Segundo o BPMoney e o InfoMoney, que noticiaram o caso em 16 de outubro de 2026, a Usiminas recebeu o corte mais profundo entre as empresas cobertas. A Gerdau ficou como exceção.

O banco aponta custos elevados, demanda fraca e dificuldade de repassar preços como motivos para a revisão do setor.

Usiminas tem o maior corte

Pelas novas contas do Goldman, o Ebitda da Usiminas (USIM5) recua 12% em 2026 e 34% em 2027. Segundo os veículos, o ajuste reflete um aço mais barato e uma matéria-prima mais cara.

O banco mantém a recomendação de compra para o papel, mas reduziu o preço-alvo de R$ 10 para R$ 8,60. Para o trimestre, a projeção é de Ebitda de R$ 629 milhões, queda de 9% na comparação com o segundo trimestre.

A pressão sobre a empresa já aparecia em outras casas. O Citi, como o site noticiou ao cortar o preço-alvo da Usiminas, também aponta a mineração como ponto de pressão no resultado do 3T.

CSN e CSN Mineração

Na CSN (CSNA3), o Goldman estima queda de 12% no Ebitda de 2026 e de 17% no de 2027. O banco segue recomendando venda, e o preço-alvo foi revisto para baixo, saindo de R$ 4,30 e chegando a R$ 4,00. Para o 3T, o banco projeta Ebitda de R$ 1,92 bilhão, baixa de 31% sobre o trimestre anterior.

A CSN Mineração (CMIN3) tem a maior queda trimestral projetada: o Ebitda cairia 66%, para R$ 346 milhões. Para os anos seguintes, o banco calcula redução de 24% em 2026 e de 11% em 2027, por causa de um preço de minério realizado mais fraco e de frete maior.

Mesmo assim, o preço-alvo da mineradora avançou, indo de R$ 3,80 a R$ 3,90. Segundo as reportagens, o ajuste decorre de uma visão mais positiva do Goldman para o minério a partir de 2027.

Gerdau segue outro caminho

A Gerdau (GGBR4) vai na direção contrária. O Goldman vê alta de 4% no Ebitda de 2027 e de 16% no de 2028, em razão da exposição da companhia aos Estados Unidos.

O preço-alvo subiu de R$ 27 para R$ 29, e a recomendação segue neutra. Para o 3T, a projeção é de Ebitda de R$ 3,76 bilhões, alta de 10% sobre o segundo trimestre.

Morgan Stanley vê aperto de margem

O Morgan Stanley também avaliou o setor. Segundo as reportagens, o banco coloca a Usiminas entre as empresas mais expostas a pressão de margem e diz que a CSN enfrenta desafios tanto no aço quanto na mineração.

A Gerdau aparece como a mais defensiva, com margem Ebitda próxima de 19%, acima da das concorrentes.

Expectativa para 2027

De acordo com o InfoMoney, os bancos enxergam um 2027 mais favorável para a siderurgia. Os fatores citados são a menor entrada de aço importado, a possibilidade de medidas antidumping contra produtos asiáticos e a recuperação dos spreads no mercado doméstico.

O que ainda não se sabe

As reportagens não informam a data de divulgação dos balanços de cada empresa nem a posição das companhias sobre as revisões do Goldman. Também não trazem o preço-alvo e a recomendação do Morgan Stanley, as projeções de Ebitda do banco para o 3T ou a cotação das ações depois da divulgação dos relatórios.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Data de divulgação dos balanços de cada empresa Posição das empresas sobre as revisões Preço-alvo e recomendação do Morgan Stanley Cotação das ações após os relatórios Projeções de Ebitda do 3T do Morgan Stanley

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