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Garimpo ilegal

PF apreende três balsas de garimpo ilegal de ouro no Rio Muriaé, em Itaperuna (RJ); suspeitos fugiram

Duas embarcações estavam abandonadas na margem e a terceira funcionava quando os policiais chegaram. Equipamentos serão periciados, e a PF tenta chegar aos donos das balsas.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Grande balsa de dragagem laranja flutuando em águas calmas, com vegetação rasteira verde em primeiro plano
Imagem ilustrativa. Foto: liu lei / Pexels

Três balsas que serviam para retirar ouro de forma ilegal do Rio Muriaé, em Itaperuna, no Norte Fluminense, foram apreendidas pela Polícia Federal (PF). A ação ocorreu em 30 de setembro de 2026, segundo o Sudeste Agora, o ncnews.com.br e o tmc.com.br. Os responsáveis fugiram ao ver os policiais e, até o momento, não foram localizados.

Onde e como foi a apreensão no Rio Muriaé

As embarcações estavam em um trecho de Governador Venâncio, na zona rural de Itaperuna, conforme o Sudeste Agora e o ncnews.com.br. A operação foi conduzida pela Delegacia da PF em Campos dos Goytacazes, de acordo com o ncnews.com.br e o tmc.com.br.

Duas das balsas estavam abandonadas na margem do rio. A terceira operava quando a equipe chegou ao local, segundo os três veículos. Foi nessa embarcação, ainda em funcionamento, que a presença policial provocou a fuga dos responsáveis.

Os policiais apreenderam maquinários, ferramentas e materiais encontrados nas balsas. Segundo os veículos, o conjunto será periciado. Nenhum deles informa o tipo nem a quantidade dos equipamentos levados.

A investigação sobre a cadeia do garimpo

De acordo com o Sudeste Agora e o ncnews.com.br, a investigação procura identificar os donos das balsas. Também pretende mapear a cadeia do garimpo na bacia do Muriaé, o que inclui, em tese, quem opera, quem financia e quem compra o metal. Os veículos não detalham essas etapas, e a PF não as descreveu publicamente nos termos apurados pela reportagem.

O ncnews.com.br registra que a PF não divulgou suspeitos identificados nem presos. Ou seja, até a publicação das matérias, não havia nome associado às embarcações, e as fugas não tinham resultado em prisão.

A perícia nos materiais apreendidos tende a ser um dos caminhos para ligar as balsas a seus proprietários, mas os veículos não informam prazo para a conclusão do trabalho nem se há outras diligências em andamento.

O peso da mineração formal na região

Para dimensionar a atividade mineral registrada nos municípios envolvidos, os dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) mostram arrecadação modesta. Em Itaperuna, a CFEM somou R$ 180,4 mil em 2021, R$ 384,6 mil em 2022 e R$ 340,1 mil em 2023.

Em Campos dos Goytacazes, sede da delegacia que conduziu a ação, os valores foram de R$ 227,3 mil em 2021, R$ 463,1 mil em 2022 e R$ 354,3 mil em 2023.

A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina. Além disso, a CFEM reflete a lavra regularizada. Ela não mede, portanto, o garimpo ilegal, que por definição não recolhe o tributo, e não permite estimar o volume de ouro extraído das balsas apreendidas.

O que ainda não se sabe

Os veículos consultados não informam se houve apreensão de ouro e, em caso positivo, em que quantidade. Também não detalham o tipo e a quantidade dos equipamentos recolhidos nas balsas, e não há informação sobre há quanto tempo o garimpo funcionava naquele trecho do Rio Muriaé.

Outro ponto em aberto é o dano ambiental: nenhuma das fontes traz estimativa do impacto sobre o rio. Tampouco há clareza sobre o número de suspeitos envolvidos e sobre os crimes que poderão ser atribuídos a eles, já que a PF não divulgou identificações. A Redação Mineração não localizou, nas matérias disponíveis, posicionamento dos responsáveis pelas balsas.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Quantidade de ouro apreendida, se houve Tipo e quantidade dos equipamentos apreendidos Há quanto tempo o garimpo operava Dano ambiental estimado no Rio Muriaé Número de suspeitos e crimes que podem ser imputados

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