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Vale Base Metals conclui transação e Exiro Nickel assume o Complexo de Thompson, no Canadá

Vale mantém 18,9% por meio da Vale Canada e assina contrato de offtake do concentrado de níquel; valor da operação não foi divulgado.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Galeria subterrânea pouco iluminada, com água corrente e tubulações expostas sobre a rocha
Imagem ilustrativa. Foto: Александр Максин / Pexels

A Exiro Nickel passa a controlar e operar o Complexo de Thompson, em Manitoba, no Canadá, após a conclusão da transação pela Vale Base Metals (VBM). O anúncio saiu em comunicado da Vale divulgado na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, segundo o Money Times, o Finance News e o atlaspublico.com.br.

Com o fechamento, a Exiro Nickel passa a ser controladora e operadora de Thompson. A Vale segue no negócio como sócia minoritária.

Quem fica com Thompson

Segundo a Vale, a Exiro Minerals, a Orion e o Canada Growth Fund detêm juntas 81,1% da Exiro Nickel. Os 18,9% restantes ficam com a Vale, que os mantém via Vale Canada Limited.

As fontes não detalham quanto cada investidor possui dentro do bloco de 81,1%. Também não informam a divisão entre a Exiro Minerals, a Orion e o fundo canadense.

A VBM assinou ainda um contrato plurianual de offtake, que garante a compra do concentrado de níquel produzido em Thompson. A empresa não informou o prazo do contrato nem o volume previsto.

Aprovações e lógica da Vale

A Vale afirma que obteve todas as aprovações regulatórias e governamentais usuais para fechar a operação. O comunicado não lista quais órgãos analisaram o negócio.

A mineradora diz que a transação está alinhada à gestão ativa de portfólio. Segundo a empresa, ela também cria uma estrutura dedicada de controle e investimento em Thompson. A Vale declara encerrada a revisão estratégica do ativo.

Do acordo ao fechamento

O acordo havia sido anunciado em 19 de fevereiro de 2026, de acordo com o atlaspublico.com.br. Naquele momento, o consórcio assumiu o compromisso de injetar até US$ 200 milhões na Exiro Nickel. O texto não diz se o valor foi mantido no fechamento, e a fonte não detalha em que será aplicado.

Do anúncio ao fechamento, portanto, passaram-se cerca de oito meses. A Vale não comentou, nos textos consultados, o que ocupou esse intervalo.

Thompson no portfólio de metais básicos

A transação ocorre um dia depois de o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, falar sobre metais básicos em conferência em Londres, em 15 de outubro. Segundo o Money Times, ele vê a área acima de 40% do Ebitda da companhia, ante cerca de 30% hoje. O site já detalhou essa projeção em matéria sobre o peso da Vale Base Metals no Ebitda.

No mesmo evento, Pimenta reiterou a meta de produção de cobre perto de 700 mil toneladas. Hoje a produção gira em torno de 380 mil toneladas. O executivo não cravou o ano para chegar a esse patamar, como mostra a cobertura da meta de cobre da Vale.

O movimento em Thompson, de níquel, é separado dessa agenda de cobre em Carajás. Os textos consultados não ligam uma coisa à outra, e a Vale não disse se haverá outras operações semelhantes em ativos de metais básicos.

O que ainda não se sabe

A Vale não divulgou o valor da transação nem quanto receberá com o negócio. Também não há informação sobre o prazo e o volume do contrato de offtake, que a VBM assinou para o concentrado de níquel.

As fontes não descrevem a situação operacional da mina e da planta de Thompson, nem o número de empregos envolvidos. Falta ainda saber a participação individual de cada investidor na Exiro Nickel. Por fim, não está claro o destino do aporte de até US$ 200 milhões nem o cronograma de investimentos no complexo.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Valor da transação e quanto a Vale recebe Prazo e volume do contrato de offtake Situação operacional da mina e da planta de Thompson, e empregos Participação individual de cada investidor na Exiro Nickel Destino do aporte de até US$ 200 milhões e cronograma de investimentos

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