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Projeto Cabaçal

Meridian anuncia estudo de viabilidade do projeto Cabaçal, em MT, com US$ 322 milhões

Estudo definitivo da mineradora prevê mina de ouro, cobre e prata com reservas de 56 milhões de toneladas e VPL de US$ 2,09 bilhões

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Vista aérea de mina a céu aberto com escavação em terraços
Imagem ilustrativa. Foto: Vlad Chețan / Pexels

O Projeto Cabaçal, iniciativa de ouro, cobre e prata em Mato Grosso, teve seu estudo definitivo de viabilidade divulgado pela Meridian Mining no fim de setembro. De acordo com a empresa, o investimento inicial necessário para desenvolver a mina soma US$ 322 milhões.

O empreendimento fica a 320 quilômetros de Cuiabá e terá formato de lavra a céu aberto. As reservas estimadas somam 56 milhões de toneladas de minério, de acordo com os veículos.

Projeto Cabaçal terá produção projetada para quase 14 anos

O estudo aponta vida útil de operação de cerca de 14 anos. Ao longo desse tempo, segundo a empresa, a expectativa é extrair centenas de milhares de onças de ouro e dezenas de milhares de toneladas de cobre no local.

As projeções financeiras indicam valor presente líquido (VPL) após impostos de US$ 2,09 bilhões e taxa interna de retorno (TIR) de 107,6%. O prazo de retorno do investimento foi estimado em 0,9 ano, segundo o levantamento.

Essas premissas partem de preços de referência para os metais: ouro a US$ 3.570 por onça, cobre a US$ 5,03 por libra e prata a US$ 50,17 por onça. Em cenário de preços mais altos, o VPL projetado sobe para US$ 2,9 bilhões, de acordo com o estudo.

Projeto Cabaçal tem contratos e licenças já em andamento

A Meridian já comprometeu US$ 15,9 milhões em contratos de pré-construção do projeto.

No campo ambiental, a empresa obteve licença prévia junto ao governo de Mato Grosso ainda em 2025. A licença de instalação foi protocolada mais recentemente e segue em análise pelo órgão estadual, conforme apurado pelos veículos.

A companhia também obteve autorização para construir uma linha de transmissão de 138 kV com cerca de 24 quilômetros, que deve ligar o município de Araputanga à área da mina.

Segundo o painel de CFEM por município da ANM, Araputanga não registrou arrecadação da compensação financeira pela exploração mineral nos últimos anos disponíveis na série, que não separa os valores por mina. O dado ajuda a dimensionar o peso ainda incipiente da atividade minerária no município antes da instalação do projeto.

Escoamento e mercado comprador do Projeto Cabaçal

Fundições no Japão, na Coreia do Sul, na Europa e na China são citadas pelo estudo de viabilidade como possíveis compradoras do concentrado de cobre a ser produzido no Cabaçal.

O anúncio da Meridian ocorre no mesmo período em que outros projetos de mineração em fase de licenciamento em Mato Grosso e no Amazonas avançam etapas regulatórias no país. Também em Mato Grosso, projetos que dependem de infraestrutura elétrica dedicada têm buscado autorizações específicas para linhas de transmissão, como ocorreu com a conexão prevista entre Araputanga e a mina.

O que ainda não se sabe sobre o Projeto Cabaçal

A Meridian não informou, no comunicado, a data prevista para o início da produção no Projeto Cabaçal. A empresa também não detalhou a origem do capital que vai financiar o investimento inicial.

O material divulgado não traz avaliação detalhada do impacto ambiental e social do empreendimento na região de Araputanga. Também não foi informado o número de empregos que o projeto deve gerar, direta ou indiretamente, durante a construção e a operação da mina.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Data prevista de início da produção Origem do capital para financiar os US$ 322 milhões Impacto ambiental e social detalhado na região Número de empregos a serem gerados

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