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ANM reduz Barragem B1A para NE1, mas emergência continua e retorno depende da Defesa Civil

Agência anunciou a mudança de nível em 8 de outubro de 2026. Moradores retirados da Zona de Autossalvamento só voltam se a Defesa Civil de Brumadinho liberar.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Vista aérea de uma cava de mineração com lago de água azulada cercada por vegetação
Imagem ilustrativa. Foto: Malcoln Oliveira / Pexels

Em Brumadinho (MG), a Barragem B1A passou do nível de emergência NE2 para o NE1, por decisão da Agência Nacional de Mineração (ANM). O anúncio foi feito em 8 de outubro de 2026. A Emicon Mineração e Terraplenagem Ltda. responde pela estrutura.

A mudança, porém, não devolve as casas aos moradores retirados da área de risco. Segundo a ANM, a emergência segue em vigor, e a volta à Zona de Autossalvamento (ZAS) depende da Defesa Civil de Brumadinho.

Barragem B1A: mais de um ano em NE2

A Barragem B1A está em NE2 desde julho de 2025. Segundo as reportagens do CPG Click Petróleo e Gás, da Agência iNFRA e do Diário do Comércio, a ANM comunicou a mudança à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 21 de julho de 2025. Até a redução, a barragem ficou cerca de 15 meses nesse nível, ou seja, mais de um ano.

De acordo com as publicações, o NE2 teve como motivos estudos de estabilidade com resultados divergentes, investigações limitadas e ausência de sistemas de alerta para a população. Antes de fixar o NE2, a ANM havia conversado com MPF, MPMG, Feam, prefeitura de Brumadinho e Ministério de Minas e Energia, conforme o CPG Click Petróleo e Gás.

Os moradores da ZAS foram retirados de forma preventiva. Não houve rompimento da barragem.

O que a ANM exigiu da Emicon

Para reavaliar o nível, a agência pediu investigações geotécnicas complementares e uma nova análise de estabilidade, a cargo de consultoria independente. Segundo o CPG Click Petróleo e Gás e o Diário do Comércio, a ANM também fez reuniões técnicas com a Emicon e com a consultoria e solicitou revisões e esclarecimentos.

A redução se apoia na Resolução ANM nº 95/2022 e nos novos estudos, conforme as mesmas publicações. A ANM não divulgou, nas informações apuradas pela Redação, os resultados do estudo independente.

Emergência não acabou

Em comunicado, a ANM afirmou:

"A redução para NE1, porém, não representa o encerramento da situação de emergência."

A agência diz que segue fiscalizando exigências de segurança que ainda estão pendentes. Segundo o Diário do Comércio, a Agência iNFRA e o CPG Click Petróleo e Gás, a redução não autoriza o retorno dos moradores. A reocupação da ZAS fica sujeita à Defesa Civil de Brumadinho e aos critérios do órgão.

O Diário do Comércio informou não ter localizado canais de contato da Emicon, e a empresa não se pronunciou. Portanto, a posição da mineradora sobre a mudança de nível é desconhecida.

Alertas: só uma fonte

Um dos veículos consultados relata que a Defesa Civil teria considerado adequados os alertas existentes até a implantação plena de sirenes. O Diário do Comércio e a Agência iNFRA mencionam apenas a falta de alertas em 2025. Como só um veículo traz a avaliação da Defesa Civil, a informação não foi confirmada.

Não é a barragem da Vale

Já a Mina Córrego do Feijão, da Vale, palco do rompimento da Barragem I em janeiro de 2019, fica no mesmo município, mas é outro caso, segundo o CPG Click Petróleo e Gás.

Peso da mineração no município

A mineração tem peso na economia local. Segundo o painel de CFEM da ANM, Brumadinho arrecadou R$ 164,7 milhões em 2021, R$ 84,0 milhões em 2022 e R$ 98,0 milhões em 2023. A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina, de modo que não é possível atribuir parte desse montante à B1A.

A agência tem ampliado a atuação em segurança e fiscalização. Em setembro, a Vale firmou acordo com o MPF que destina recursos à ANM para equipamentos e sistemas de fiscalização de barragens e pilhas. A agência também abriu tomada de subsídios sobre acordos com estados e municípios, em que a fiscalização segue federal.

O que ainda não se sabe

As informações disponíveis não dizem quantas famílias continuam fora de casa nem qual é o prazo para a Defesa Civil decidir sobre o retorno. Também não há posição da Emicon. Os resultados técnicos do estudo independente não foram detalhados. Falta esclarecer, ainda, a situação atual dos sistemas de alerta e das sirenes e quais exigências de segurança seguem pendentes.

Fontes desta matéria

Onde as fontes divergem
  • Sistemas de alerta. Afirmação sobre avaliação da Defesa Civil só do Portal 93, sem confirmação; ficou fora dos fatos principais.

O que as fontes não cobrem: Quantas famílias seguem fora de casa Prazo para decisão da Defesa Civil sobre retorno Posição da Emicon Resultados técnicos do estudo independente Situação atual dos sistemas de alerta e sirenes Quais exigências de segurança estão pendentes

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