Comitê Terras Raras de Poços de Caldas discute criar o CITAR, centro de pesquisa com IFSULDEMINAS e UNIFAL-MG
Em reunião na terça-feira, grupo tratou da cadeia de minerais críticos. O centro ainda é proposta e depende de articulação entre as instituições; investimento e prazo não foram informados.

Na terça-feira, 6 de outubro de 2026, a cadeia dos minerais críticos foi o assunto de uma reunião em Poços de Caldas (MG) do grupo conhecido como Comitê Terras Raras. Segundo o Brand-News e o Onda Poços, o tema central foi o CITAR, projeto conjunto das duas instituições de ensino presentes, cuja sigla designa um centro de inteligência e tecnologias avançadas voltado às terras raras.
O centro está previsto para Poços de Caldas. Conforme as duas publicações, suas frentes de atuação seriam pesquisa, monitoramento ambiental, inovação tecnológica e aproveitamento sustentável dos recursos.
Quem participou da reunião do Comitê Terras Raras
Estiveram presentes Rafael Felipe Coelho Neves, diretor-geral do IFSULDEMINAS Poços, e Leonardo Damasceno, professor da UNIFAL-MG. O CITAR nasce como uma parceria entre essas duas instituições, de acordo com o Brand-News e o Onda Poços.
As reportagens não detalham quem mais integra o Comitê Terras Raras nem qual é o seu papel formal. Também não dizem se o grupo tem poder de decisão sobre o centro ou se funciona como espaço de debate.
Proposta ainda sem implantação
O Onda Poços informa que o CITAR segue como proposta. Sua implantação, segundo o veículo, depende de articulação entre as instituições envolvidas. Não há, nas publicações, anúncio de investimento, de origem de recursos, de cronograma ou de endereço definido para o centro.
Esse ponto separa a notícia de um anúncio de obra. O que existe, até aqui, é uma ideia discutida em reunião e a indicação de que as duas instituições de ensino querem tirá-la do papel.
Impacto de toda a cadeia
As instituições defenderam que se estudem os impactos de toda a cadeia produtiva das terras raras, da pesquisa e da exploração até o processamento. A posição foi registrada pelo Brand-News e pelo Onda Poços.
Outro eixo discutido foi a qualificação de mão de obra para as demandas futuras do setor. As publicações não informam número de vagas, cursos previstos ou o formato dessa formação.
O tema das terras raras está em evidência no país. O site reuniu o que se sabe sobre o projeto de lei, a venda da Serra Verde e a disputa eleitoral em torno do assunto, em fatos que são distintos entre si. A reunião de Poços de Caldas trata de outra camada: a da pesquisa e da formação local.
O peso da mineração na arrecadação local
Para dimensionar a atividade mineral nos municípios ligados às duas instituições, o painel de CFEM da Agência Nacional de Mineração (ANM) traz os valores arrecadados. Em Poços de Caldas, a compensação somou R$ 885,8 mil em 2021, R$ 834,5 mil em 2022 e R$ 974,2 mil em 2023.
Em Alfenas, município mineiro onde fica um campus da UNIFAL-MG, a CFEM foi de R$ 126,7 mil em 2021, R$ 175,6 mil em 2022 e R$ 184,3 mil em 2023. A série da ANM vai até 2023 e não separa os valores por mina, de modo que não é possível ligar a arrecadação a projetos de terras raras.
O que ainda não se sabe sobre o Comitê Terras Raras e o CITAR
Não há informação sobre o investimento previsto para o CITAR nem sobre a origem dos recursos que o financiariam. Prazo de implantação e local exato do centro também não foram divulgados.
Ficou em aberto, ainda, quais empresas e projetos de terras raras da região se ligariam ao centro. Falta esclarecer quem integra o Comitê Terras Raras e qual é o seu papel formal. Por fim, não se sabe o número de vagas ou de cursos de formação que a iniciativa pretende oferecer.
Fontes desta matéria
- Brand-News, 07/10/2026
- onda poços, 06/10/2026
- ANM, painel de CFEM por município, 08/10/2026
O que as fontes não cobrem: Investimento previsto e origem dos recursos do CITAR Prazo de implantação e local exato Quais empresas e projetos de terras raras na região se ligam ao centro Quem integra o Comitê e qual seu papel formal Número de vagas ou cursos de formação


