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Sergipe leva à Apex a South Atlantic Potash e o Saramém, de terras raras, com apoio da Desenvolve-SE

Estado tem dois projetos no portfólio mineral de 2026 da Apex Brasil e fechou protocolo com o SGB para atualizar estudos geológicos. Valores do potássio offshore e prazos do licenciamento não foram divulgados.

Por Redação MineraçãoLeitura de 3 min
Vista aérea de tanques de evaporação de potássio em tons de azul e marrom
Imagem ilustrativa. Foto: Matt Arellano / Pexels

Dois empreendimentos sergipanos entraram na edição 2026 do portfólio mineral da Apex Brasil: a South Atlantic Potash (SAP), voltada ao potássio, e o Saramém, da Backshore Resources, que busca titânio, zircônio e terras raras. Segundo a AJN1, a Desenvolve-SE, agência de fomento do estado, apoia os dois e busca atrair investimento estrangeiro.

A reportagem da AJN1 não traz valor de investimento do projeto de potássio nem cronograma. Também não há posição da SAP ou da Backshore sobre o que foi divulgado.

South Atlantic Potash mira potássio offshore

A SAP concentra o trabalho em potássio offshore. De acordo com a AJN1, firmou memorando de entendimento com a Desenvolve-SE e projeta produzir em torno de 2 milhões de toneladas anuais.

O dado ganha peso porque o Complexo Taquari-Vassouras, em Rosário do Catete, é a única unidade de potássio em operação no Brasil, de acordo com a AJN1. A reportagem não detalha a que escala de produção a SAP se compara à unidade sergipana.

Os números da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) ajudam a medir o peso da atividade no município. Segundo o painel da ANM, Rosário do Catete arrecadou R$ 9,1 milhões em 2021, R$ 17,0 milhões em 2022 e R$ 14,3 milhões em 2023. A série da agência vai até 2023 e não separa os valores por mina.

Saramém tem protocolo de R$ 60 milhões

O Saramém fica no litoral norte sergipano e trabalha com areias monazíticas. Há áreas em Brejo Grande e Pacatuba, e o projeto está em licenciamento ambiental, segundo a AJN1. A fase do processo e o prazo para a licença não constam da reportagem.

No protocolo firmado com a Desenvolve-SE, o investimento estimado é de R$ 60 milhões, com geração de 450 vagas: 120 diretas e 330 indiretas.

Nos dois municípios da área, a CFEM é pequena ou nula. Brejo Grande registrou R$ 0,0 mil em 2021, 2022 e 2023. Pacatuba arrecadou R$ 61,4 mil em 2021, R$ 53,4 mil em 2022 e R$ 136,6 mil em 2023, também sem separação por mina na série da ANM.

Outro projeto de terras raras em fase de licenciamento, o Colossus, da Viridis, em Poços de Caldas, mostra que a licença de instalação costuma ser o ponto de atenção da comunidade e dos investidores nesse tipo de empreendimento.

Protocolo com o SGB prevê novos levantamentos

Para renovar os estudos geofísicos e geoquímicos do estado, a Desenvolve-SE assinou em janeiro de 2026 um protocolo, espécie de acordo inicial de cooperação, com o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Segundo a AJN1, estão previstos levantamento geoquímico na escala 1:100.000, sobre cerca de 21 mil km², aerogeofísica de ultra-resolução e um banco de dados georreferenciado.

Os estudos podem indicar a presença de níquel, cobalto, cobre, terras raras e lítio, conforme a reportagem. Trata-se de potencial a verificar, não de recurso medido.

A Desenvolve-SE também criou o Mapa Interativo de Mineração, que reúne processos minerários, titulares, substâncias, logística e áreas protegidas. E articula cooperação com a SEPPI, da Casa Civil, para estruturar projetos e atrair capital de fora.

Para Milton Andrade, presidente da Desenvolve-SE, "Sergipe entrou no mapa estratégico da mineração brasileira", conforme a AJN1.

Política de minerais críticos pode ajudar

Segundo o Jornal da USP, a aprovação da nova política nacional para minerais críticos e estratégicos ocorreu em setembro de 2026, com instrumentos de financiamento previstos. O texto consultado não relaciona a política aos projetos sergipanos, e a conexão com SAP e Saramém não está confirmada.

O que ainda não se sabe

Faltam o valor de investimento e o cronograma do projeto de potássio da SAP. Também não há informação sobre a fase e o prazo do licenciamento do Saramém.

Os investidores não foram identificados, e não se sabe se já existem fundos comprometidos. Reservas e teores estimados de potássio e de terras raras não foram divulgados. A SAP e a Backshore não se manifestaram nas fontes consultadas.

Fontes desta matéria

O que as fontes não cobrem: Valor de investimento e cronograma do projeto de potássio da SAP Fase e prazo do licenciamento do Saramém Quem são os investidores e se há fundos já comprometidos Reservas e teores de potássio e terras raras estimados Posição de SAP e Backshore

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